Ainda não conheceu outro continente desde o arranque há més e meio. O CT versão 2026 continua o seu périplo pela Oceânia. Depois da Austrália, onde se disputaram as três primeiras etapas do ano, a caravana viajou até à Nova Zelândia.
No país maori, o CT já não assentava arraiais há mais de uma década, então só com a presença feminina em Taranaki. Agora, o destino é mais a norte dessa latitude, tratando-se de uma estreia.
A pequena cidade costeira de Raglan recebe pela primeira vez o circuito mundial, naquela que é a quarta etapa da temporada de 2026. Na noite desta quinta-feira em Portugal continental – às 20h30 - acontece a primeira chamada do evento ‘kiwi’, sendo muito provável que haja ação nas esquerdas de Manu Bay, point break que surge no mítico filme ‘Endless Summer’.
De há uns dias a esta parte, a elite mundial do surf assentou arraiais em Raglan, dando início à preparação do campeonato.
João Chianca a entubar em Manu Bay
WSL/Rambo Estrada
Para muitos, trata-se da primeira visita a esta latitude e à própria Nova Zelândia. Até ao momento, o feedback não poderia ser mais positivo. Raglan não demorou a conquistar o coração dos melhores surfistas do globo, seja pela qualidade das ondas, hospitalidade, cultura local e a sua beleza natural.
“É um lugar lindo e as pessoas são muito simpáticas. Não há nada de mau para dizer em relação à Nova Zelândia”, afirmou a rookie portuguesa Yolanda Hopkins em vídeo publicado pela World Surf League (WSL) nas redes sociais.
“Amo a Nova Zelândia. São todos muito amigáveis e o café é bom”, confidenciou Isabella Nichols, que é… australiana.
Com longas esquerdas (Manu Bay) em que pode surfar de frontside, a goofy Alyssa Spencer diz que “não se poderia pedir mais”. A prodigiosa Erin Brooks também está rendida. “A onda é um pouco diferente do que estava à espera, mas é muito divertida. Há altas tubos, o que não esperava”.
Lineup de Manu Bay
WSL/Cory Scott
Por sua vez, o licra amarela Gabriel Medina relembrou o quão bonito é o país ‘kiwi’, onde já triunfou quando ainda era um promissor grom. Há uma outra vida, praticamente. “Estou feliz de estar aqui. Altas ondas, uma esquerda perfeita. É um lugar bonitão. Vim [à Nova Zelândia] tinha 14 anos. Já não me lembro bem. Ganhei um campeonato em Piha e fiz duas notas máximas. Foi uma final irada.”
Com tudo a correr de maravilha, resta apenas que a buzina toque pela primeira vez. Está quase!
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