Depois da incursão pelas ondas da Praia Grande, em Sintra, a elite mundial do bodyboard feminino rumou ao Brasil para a etapa final da campanha de 2026.
Desde a passada sexta-feira que tem estado na água o Wahine Bodyboarding Pro, evento idealizado pela lendária Neymara Carvalho e que é 100% feminino. Todavia, este ano não foi o único do calendário, que também teve a Miss Quebramar Cup, disputada há menos de um mês na Costa Nova, em Ílhavo.
Agora, as atenções estão voltadas para a Praia do Solemar, em Jacaraípe, no estado brasileiro de Espírito Santo.
Tal como já aconteceu no passado, estão três títulos mundiais femininos em jogo: Open, Júnior e Master. Estas duas últimas tudo se decide novamente com o formato de etapa única. Quem ganha é coroada. Nas categorias Júnior e Master, poderemos ter portuguesas a sagrarem-se campeãs do mundo.
Esta quarta-feira devido ao mar pequeno vive-se o primeiro lay day, num evento que tem o período de espera até domingo, mas deverá terminar antes. O nível da competição tem sido bastante alto, pese embora as condições mais desafiantes. Basta referir que já tivemos duas notas máximas (10,00 pts), cortesia da júnior francesa Emie Padois e da brasileira Clara Pontes.
Fazendo um ponto de situação da armada lusa, encontramos quatro portuguesas nos quartos-de-final.
Marta Leitão atingiu esta fase na categoria Master, onde irá defrontar a brasileira Nicole Calheiros. É a única não-brasileira entre as oito melhores.
Fora da equação, e de certa forma inesperado, já está Catarina Sousa. Em cinco presenças no Wahine Bodyboarding Pro, esta é a primeira vez a pluricampeã nacional não chegou pelo menos às meias-finais, sendo que foi vice-campeã mundial Master em 2023 e 2024. Desta vez, Catarina, que também é treinadora de atletas presentes no evento, não foi além da ronda 3.
Passando para a categoria Júnior, temos três portuguesas nos quartos-de-final: a campeã mundial em título, Alice Teotónio, a vice-campeã do mundo, Luana Dourado, e Carolina Dias. Destaque para as performances que Luana rubricou nos últimos dias. A bicampeã nacional Open tem impressionado, sendo que logo no heat da ronda inaugural fez 17,00 pts em 20 possíveis. Dourado persegue há muito o ceptro mundial Júnior. Foi vice-campeã do mundo nos últimos três anos.
A bodyboarder de 17 anos também está a competir na categoria Open, onde caiu para a repescagem, juntamente com as compatriotas Joana Schenker, Filipa Broeiro e Mariana Silva. Quem acedeu diretamente à sexta ronda foi Alice Teotónio.
Nesta divisão, a luta pelo título mundial tem a japonesa Namika Yamashita e a brasileira Luna Hardman como protagonistas. Líder do ranking na chegada ao Brasil, Namika está muito perto de fazer a festa. Basta ultrapassar mais uma bateria para suceder a Alexandra Rinder como campeã do mundo.
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