O EDP Ericeira Pro, que arrancou esta segunda-feira em Ribeira d’Ilhas, trata-se da quarta e penúltima etapa do circuito Challenger Series versão 2025/2026.
Na sequência do adiantado posicionamento no calendário, este é um campeonato muito importante na definição dos surfistas que vão conseguir a qualificação para o CT do próximo ano.
Esta é uma guerra que tem como protagonistas os atletas que só têm a Challenger Series como via de chegar à elite mundial, como é o caso de por exemplo Teresa Bonvalot, e os surfistas do CT, que estão a jogar em dois tabuleiros, ainda que a situação no World Tour esteja muito complicada para quem acabou de falhar o cut, como sucedeu à rookie Francisca Veselko.
Devido a esta situação de duas frentes, o EDP Ericeira Pro tem no heat draw um elevado número de atletas que atualmente pontificam no Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL). São 16! Estão divididos por oito homens e oito mulheres. Nomes que durante o ano temos visto de licra ao redor do globo e que agora podem ser visualizados in loco, na icónica Praia de Ribeira d’Ilhas.
Deste alargado lote, somente o japonês Kanoa Igarashi e o estadunidense Jake Marshall ficaram acima do cut após o Trestles Pro. Se Kanoa pode estar descansado – é o número 7 mundial – Jake não pode afirmar o mesmo, de forma alguma. Atualmente, o californiano é o 22.º colocado da hierarquia, tendo sido o último dos atletas a garantir lugar dentro do corte e inclusive em situação de empate com quem ficou imediatamente atrás, o tube rider havaiano Barron Mamiya. Por isso, Marshall vê-se na necessidade de também apostar forte na Challenger Series, onde já este ano obteve a maior vitória da carreira, tendo conquistado o prestigiado US Open of Surfing.
No lado masculino, o ramalhete de tops mundiais é composto por Oscar Berry, Joel Vaughan, Crosby Colapinto, Luke Thompson, Eli Hanneman e Mateus Herdy.
Em termos da competição feminina, as atletas do World Tour são encabeçadas pela portuguesa Kika Veselko, que tem a companhia de Anat Lelior, Vahine Fierro, Bella Kenworthy, Brisa Hennessy e de duas das três últimas campeãs do EDP Ericeira Pro: Alyssa Spencer (2023) e Sally Fitzigibbons (2024). A campeã em título, Tya Zebrowski, também constava do heat draw inicial, mas é baixa de última hora.
A estes 15 surfistas, ainda poderíamos juntar a mamã francesa Johanne Defay, que no próximo ano regressa ao CT a tempo inteiro na sequência do pioneiro wildcard de maternidade criado pela WSL.
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