A edição inaugural do Xacobeo Norte Surf Fest foi muito positiva para os atuais campeões nacionais, Francisco Ordonhas e Maria Salgado, que conseguiram grandes resultados nas ondas de Leça da Palmeira.
Este duo da nova geração do surf português igualou o seu melhor desempenho em eventos do QS, com Salgado a ser vice-campeã deste QS6000 internacional, enquanto Ordonhas alcançou o terceiro posto, ficando às portas da grande final.
Duas performances que tiveram naturalmente efeitos positivos no posicionamento de Francisco e Maria no ranking do QS europeu versão 2026/2027.
Após a frutífera passagem pelas ondas nortenhas, os dois jovens lusos saltaram para o topo da hierarquia, neste que é um circuito onde estão em jogo vagas para a próxima edição da Challenger Series.
Francisco Ordonhas, de 21 anos, procura qualificar-se pela primeira vez para este ultra competitivo circuito de acesso ao CT. Está no bom caminho!
Depois de ter participado em três das quatro etapas já realizadas no presente QS europeu – falhou a visita a Lacanau (França) por estar numa surf trip - o surfista lisboeta amealhou 6964 pontos, que permitem estar no primeiro lugar do ranking. Perto de Ordonhas estão outros dois jovens valores do surf do velho continente, o britânico Lukas Skinner (2.º) e o agora teutónico Hans Odriozola (3.º).
No lado feminino, Maria Salgado, de 19 anos, passou a situar-se no cume com uns incríveis 10 420 pontos somados nas três etapas em que participou. Os vice-campeonatos em Pantín e agora em Leça (tudo QS6000 internacionais) foram fundamentais para este gordo pecúlio.
Maria Salgado chegou ao vice-campeonato no Xacobeo Norte Surf Fest
WSL/Pedro Mestre
Dado o muito interessante fosso que já cavou para as adversárias, a jovem de Santa Cruz tem na mira o inédito título de campeã europeia da World Surf League (WSL), depois de já ter sido vice-campeã na edição transata.
Maria Salgado leva 2220 pontos de vantagem sobre a segunda classificada, que curiosamente é a atual detentora do ceptro, a espanhola Janire Gonzalez Etxabarri, cuja derrota de primeira em Leça pode ter comprometido as chances de revalidação do título. Para a terceira classificada, a britânica Alys Barton, a diferença é ainda maior: 5580 pontos.
Além de uma inédita coroa europeia a nível Open – algo que já conseguiu no ano passado a nível Júnior – o grande desempenho de Maria Salgado no presente QS europeu também poderá servir para obter a requalificação para a próxima Challenger Series, caso não consiga este desiderato via esse próprio circuito, onde está a fazer a temporada de estreia.
Depois de quatro eventos durante este verão, o que preencheu bastante a agenda dos melhores surfistas europeus, o QS só deverá regressar no próximo ano.
Para já, mantendo aquilo que tem sido hábito nos últimos anos, desconhece-se o calendário da segunda e decisiva metade da campanha. Provavelmente, haverá a tradicional ida a Taghazout, em Marrocos, mas só o futuro dirá…
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