Na Challenger Series versão 2026/2027, o surf português está a viver o cenário que tão bem conhece dos últimos anos neste muito competitivo circuito de acesso ao CT. Brilha no lado feminino e está ofuscado no setor masculino.
Após duas etapas já realizadas – a presente época é composta por cinco eventos – temos duas surfistas portuguesas em zona de qualificação para o circuito mundial do próximo ano, enquanto nos homens o melhor luso surge apenas no 27.º posto da hierarquia.
Entre as senhoras, Francisca Veselko manteve a vice-liderança do ranking após o US Open of Surfing, que terminou no passado domingo e onde alcançou um honroso quinto lugar.
Durante o campeonato de Huntington Beach, Kika ainda esteve virtualmente no topo da hierarquia, mas a posição mais cimeira acabou ficar na posse da prodigiosa Sierra Kerr, pois ganhou a emblemática prova norte-americana. Estão separadas por 2200 pontos.
Atual top mundial, Veselko tem amealhado pontos muitos importantes (12 545) caso venha a necessitar de requalificar-se para o CT via Challenger Series, um cenário plausível atendendo à difícil situação que atravessa na elite mundial, onde faz a temporada de rookie.
Logo atrás da surfista de Carcavelos, surge Teresa Bonvalot, que conquistou a primeira etapa da época, o Ballito Pro. Porém, a derrota de primeira em Huntington Beach aliada à performance das oponentes fez a goofy de Cascais descer do primeiro para o terceiro posto da hierarquia, com 11 700 pontos, ainda assim dentro da zona de qualificação mundialista, que é composta pelo top 6. Lote restrito em que, neste momento, Portugal é a única nação europeia representada.
Por sua vez, a campeã nacional Maria Salgado encontra-se no 34.º lugar, com 2600 pontos amealhados. Rookie no circuito Challenger Series, a vigente campeã europeia Júnior da World Surf League (WSL) está a viver uma campanha de muita aprendizagem, enfrentando toda uma nova realidade competitiva.
Passando para os homens, onde o top 10 assegura lugar no CT’2027, a coisa está mais torcida para as cores portuguesas. Na sequência do US Open of Surfing, o ex-campeão nacional Guilherme Ribeiro baixou oito lugares, sendo agora o 27.º, com 3600 pontos.
Já o antigo top mundial Frederico Morais surge somente na distante 83.ª posição, com uns magros 550 pontos, fruto de duas derrotas consecutivas de primeira. Com mais três etapas pela frente, entre as quais a passagem por Ribeira d’Ilhas, urge uma reação de Kikas.
Recorde-se que para as contas finais dos rankings são válidos os quatro melhores resultados nas cinco etapas que dão forma à Challenger Series’26/27. Neste quarteto de desempenhos, os atletas podem trocar um resultado pela melhor performance nos novos QS6000 internacionais, onde se encontra inserido o inédito Norte Surf Fest, a realizar dentro de um mês nas ondas de Leça da Palmeira.
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