Neste CT'2026, já tivemos a fixação do recorde de heats realizados num só dia, com as 28 baterias colocadas na água na jornada inaugural do Margaret River Pro.
Agora, um mês depois dessa proeza no Oeste australiano, as águas neozelandesas serviram de palco aquele que, porventura, pode muito bem ter sido o dia de competição mais curto da história do circuito mundial, que está a celebrar o 50.º aniversário. Do ano, certamente que será.
Esta segunda-feira, terceira jornada competitiva do New Zealand Pro, apenas foi disputada... uma bateria das quatro que a World Surf League (WSL) almejava completar, correspondentes a metade dos quartos-de-final masculinos.
Subitamente, as ondas desapareceram do lineup de Manu Bay, contrastando com a situação vivida durante o free surf matinal. Daí, a organização não ter hesitado em dar luz verde para a jornada.
O único duelo levado a cabo opôs os irmãos Colapinto, que tiveram de tirar leite de pedra. O vice-campeão mundial Griffin (11,33 pts) levou a melhor sobre Crosby (9,53 pts). Foi a desforra da derrota sofrida nos 'oitavos' em Margaret River.
"Por vezes, as coisas são assim. Isto só mostra que estamos nas mãos da Mãe Natureza. Tratou-se de um heat verdadeiramente difícil. Falámos com os surfistas da bateria seguinte [Gabriel Medina e Filipe Toledo] e decidiu-se decretar lay day", explicou Renato Hickel, vice-presidente dos Tours e Competição da WSL.
Depois do Mar da Tasmânia ter começado a semana em modo 'gazeta', a organização procurará retomar a quarta etapa do CT'2026 durante a noite desta segunda-feira em Portugal. A chamada está marcada para as 20h15, com potencial início de ação às 20h35, hora de Lisboa. "Tentaremos novamente porque vamos lidar com marés mais favoráveis", adiantou Renato Hickel.
Apesar de faltar uma semana para o encerramento da janela de espera da prova neozelandesa, o cenário em Raglan, que recebe pela primeira vez a elite mundial, está longe de ser animador em termos de previsões do mar. Isto irá sujeitar a organização e aos atletas a um jogo de paciência.
É todo um contraste com o que vivemos no memorável Gold Coast Pro, que não teve qualquer lay day e foi despachado em quatro dias.
"Teremos que escolher os momentos mais adequados para termos os surfistas nas melhores condições possíveis. Esperamos ter boas notícias para os dois últimos dias do período de espera e que estas tempestades se materializem. Independentemente do que venha a acontecer, teremos de fazer baterias com o mar pequeno", concluiu Renato Hickel.
Oitavos-de-final masculinos [Heats 2 - 8]:
HEAT 2: Gabriel Medina (BRA) vs. Filipe Toledo (BRA)
HEAT 3: Liam O'Brien (AUS) vs. Morgan Cibilic (AUS)
HEAT 4: Rio Waida (INA) vs. Alejo Muniz (BRA)
HEAT 5: Yago Dora (BRA) vs. Marco Mignot (FRA)
HEAT 6: Cole Houshmand (USA) vs. Leonardo Fioravanti (ITA)
HEAT 7: Italo Ferreira (BRA) vs. Kanoa Igarashi (JPN)
HEAT 8: Jack Robinson (AUS) vs. Miguel Pupo (BRA)
Heats quartos-de-final femininos:
HEAT 1: Gabriela Bryan (HAW) vs. Alyssa Spencer (USA)
HEAT 2: Tyler Wright (AUS) vs. Sawyer Lindblad (USA)
HEAT 3: Molly Picklum (AUS) vs. Bettylou Sakura Johnson (HAW)
HEAT 4: Carissa Moore (HAW) vs. Caroline Marks (USA)
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