Nos últimos tempos, pode-se dizer que temos visto duas versões de Guilherme Ribeiro. Mais exuberante além-fronteiras e com menor fulgor em águas portuguesas.
A nível internacional, Gui venceu no último verão o histórico Pantín Classic Galicia Pro e recentemente sagrou-se vice-campeão europeu da World Surf League (WSL), assegurando a requalificação para o super competitivo circuito Challenger Series, cuja luta por um lugar no CT do próximo ano arranca dentro de praticamente um mês.
Dentro de portas, o duas vezes campeão nacional Open tem estado mais discreto (11.º do ranking em 2025), pese embora tenha começado esta época com um vice-campeonato na Figueira da Foz, onde esteve irreconhecível na final, de acordo com o próprio.
Este domingo, chegou finalmente a redenção total em provas portuguesas, com o triunfo de Guilherme no Allianz Ericeira Pro, terceira etapa da Liga MEO Surf'2026. Pela primeira vez desde outubro de 2024 (Bom Petisco Peniche Pro), o homem da Caparica venceu na mais importante competição do surf luso.
Um triunfo obtido num momento muito importante da campanha - Liga MEO chegou a meio - deixando Ribeiro muito bem posicionado para atacar novo ceptro máximo do surf português.
Neste dia das finais em Ribeira d'Ilhas, que entregou altas ondas durante todo o campeonato, o surfista de 24 anos esteve imparável, tendo os letais 'laybacks' como assinatura das suas performances. "É a manobra que mais tenho colocado no pé nos últimos tempos", confidenciou após proclamar-se campeão do Allianz Ericeira Pro, tal como já tinha feito em 2024. Nesse ano, acabou a conquistar o título nacional, pelo quem sabe se este não terá sido um presságio do que está para vir.
Antes de nova consagração na sala de visitas do surf português, Guilherme Ribeiro teve uma empreitada pela frente. Primeiro, houve a revanche da final perdida no Allianz Figueira Pro ao bater o campeão nacional e licra amarela Francisco Ordonhas, que tinha chegado invicto às direitas de Ribeira. "Joguei bem o jogo e adorei jogá-lo."
Gui foi o principal 'player' deste jogo, que ganhou de forma absoluta. Nas meias-finais suplantou o jovem tube rider João Mendonça e depois impôs-se ao aguerrido Arran Strong na final. Foi o momento de dizer jogo feito, nada mais.
O duelo final foi bem disputado, mas o caparicano mostrou-se mais forte, encerrando a conversa com um... belo layback, que valeu 8,50 pts e perfez o expressivo score combinado de 15,75 pts contra os 11,65 pts do adversário. Estreante em finais de etapas da Liga MEO Surf, Arran não conseguiu ser o mais 'Strong' (forte) e teve de contentar-se com o vice-campeonato.
"É o regresso às vitórias na Liga. Estou muito contente pela forma como surfei todos os meus heats. Este é um sítio especial. Cresci aqui e também cresci a ganhar aqui. É uma onda muito importante para o meu progresso e futuro como surfista profissional", disse o novo vice-líder do ranking, que continua a ser comandado pelo jovem Francisco Ordonhas.
Depois das emoções fortes vividas durante três dias em plena Reserva Mundial de Surf, a Liga MEO Surf estará de volta dentro de três semanas (12 e 14 de junho).
Segue-se a já tradicional etapa no arquipélago dos Açores, o Allianz Ribeira Grande Pro. Será o momento de coroar os vencedores do sub-troféu Allianz Triple Crown, que premeia os surfistas com mais pontos somados no trio de etapas com naming da seguradora alemã.
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