É um velho debate e que por estes dias foi novamente colocado em cima da mesa. Tudo por causa do Pipe Challenger e do seu luxuoso heat draw, provavelmente o melhor em toda a história da Challenger Series.
A questão fulcral é se os surfistas que estão no CT devem ou não participar nas etapas do circuito no qual está em discussão precisamente o acesso à elite mundial.
Em Pipeline, que pela primeira vez recebe a Challenger Series, houve 14 (!) tops mundiais que alinharam de início na prova havaiana. A maior fatia está entre as mulheres com 8 competidores, enquanto nos homens encontramos meia dúzia de nomes.
É uma autêntica parada de estrelas que acontece por estes dias na onda rainha do surf mundial. Muitos escolheram o lendário North Shore de Oahu para dar início a uma temporada que só começa a sério dentro de dois meses, lá na Austrália.
Por um lado, a participação de todo este naipe de mundialistas torna mais apelativo o Pipe Challenger, que é a primeira grande competição a nível Open do ano. Porém, só o facto do campeonato decorrer em Pipeline já seria só por si um atrativo, caso não tivesse a aparição de competidores da divisão máxima do surf mundial.
Na outra face da moeda, a inclusão deste vasto contingente do CT vem atrapalhar e dificultar ainda mais quem está a dar tudo para realizar o sonho de uma vida.
Veja-se por exemplo o que aconteceu na última edição do US Open of Surfing. A histórica prova norte-americana terminou com a vitória da goofy californiana Sawyer Lindblad, surfista que ostenta o estatuto de top mundial.
Como se já não bastasse toda a competitividade que há na Challenger Series, considerado por muitos como o circuito mais difícil da World Surf League (WSL).
Ainda por cima, tudo isto acontece numa altura decisiva do circuito, pois o Pipe Challenger é a penúltima etapa da campanha 2025/2026.
Além da réplica dos atletas do CT, os titulares da Challenger Series ainda se deparam com um outro obstáculo acrescido. No caso, trata-se da presença dos surfistas locais, que são especialistas na arte de enfrentar o lineup de Pipeline. Neste âmbito, a World Surf League (WSL) realizou pela primeira vez na história da Challenger Series uma ronda destinada aos locais, que antecedeu o início do quadro principal.
Nos últimos dias, a discussão ganhou ainda mais força na sequência das declarações do nipónico Connor O'Leary, também ele integrante da elite mundial.
Em conversa com um podcast australiano, o vencedor do último Open J-Bay confidenciou que pensou em competir na etapa final (Newcastle), mas recuou nesse intento para não prejudicar as contas de algum amigo que viesse a defrontar.
Salientando que há quem tenha outras opiniões, o surfista de 32 anos refere que não se iria sentir bem por vencer ou perder para quem tem tanto em jogo. Por isso, Connor opta por ficar em casa ao invés de envergar a licra em Merewether Beach entre os dias 9 e 15 de março.
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