O presente ano de 2025 deverá ser o segundo ou terceiro mais quente de que há registo.
O anúncio foi efetuado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) durante a Cimeira do Clima, realizada na cidade brasileira de Belém na semana passada.
Entre janeiro e agosto deste ano, a temperatura média global junto à superfície foi 1,42°C, acima da média pré-industrial (ponto de referência para a temperatura média global da superfície da Terra).
Ainda assim, o valor é ligeiramente mais baixo que os 1,55ºC registados em 2024, de acordo com o relatório apresentado pela OMM.
As concentrações de gases com efeito de estufa e o calor armazenado nos oceanos, que atingiram níveis recorde no ano passado, continuaram a aumentar em 2025.
Citada no documento, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, disse que com o aumento das temperaturas e dos níveis dos gases com efeito de estufa “será praticamente impossível limitar o aquecimento global a 1,5°C nos próximos anos”.
Os últimos três anos foram os mais quentes de que há registo. O documento refere que o fenómeno El Niño contribuiu para o aumento das temperaturas globais entre 2023 e 2024.
O El Niño é o fenómeno natural e cíclico de aquecimento das águas superficiais no Oceano Pacífico, afetando o clima global e alterna com o La Niña, associado ao arrefecimento do Pacífico.
O relatório também revelou que o conteúdo de calor dos oceanos continuou a aumentar em 2025, acima dos valores recorde de 2024.
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