Em 2026, Portugal prevê atingir 30% de áreas marinhas protegidas, antecipando a meta de 2030, com a criação da Reserva Natural Marinha de Madeira-Tore e Banco de Gorringe.
Com uma área aproximada de 200.000 km², abrangendo todo o complexo de montes submarinos e planícies abissais situado entre o Cabo de São Vicente, em Sagres, e o arquipélago da Madeira, a nova reserva vai permitir a Portugal atingir já no próximo ano 30% da sua área marinha protegida.
Para já, foi publicado o despacho conjunto dos ministérios do Ambiente e Energia e Agricultura e Mar que determina, em conjunto com o Governo Regional da Madeira, o início dos procedimentos técnicos e jurídicos necessários à classificação, que deverão estar concluídos até 10 de dezembro.
Segue-se depois um período de consulta pública. A expectativa do Governo é que em 2026 esteja consolidada a criação da nova área marinha protegida.
"Isto vai ter também outras mais-valias, ao nível da náutica de recreio, ao nível do mergulho, tudo questões que contribuem para a nossa economia do mar. Temos uma economia do mar que representa 5% do nosso produto interno bruto, mas com este género de apostas podemos incrementar muito esse valor", destaca o secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro.
Alcançada a meta de 30%, o Governo conta olhar depois para o objetivo de 10% de áreas integralmente protegidas.
"Neste momento, ainda temos uma meta baixa - cerca de 2% ou 3% - porque demoram mais a ser identificadas (as zonas totalmente protegidas), mas essa vai ser, a seguir aos 30%, a nossa ambição", afirma Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia.
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