A Câmara Municipal da Lourinhã decidiu lançar um concurso, no valor de 3,7 milhões de euros, para obras de estabilização da arriba da Praia de Paimogo.
A empreitada tem em vista a “estabilização desta arriba para minimização do risco de derrocadas”, refere a proposta aprovada por unanimidade, a que a agência noticiosa Lusa teve acesso.
Com um prazo de execução de 17 meses, a intervenção tem um custo de 3,7 milhões de euros, acrescido de IVA.
Na mesma reunião do executivo municipal, realizada à porta fechada, o município do distrito de Lisboa decidiu também repartir os custos da empreitada pelos anos de 2025 (43.700 euros), 2026 (3.336.080 euros) e 2027 (363.000 euros).
A autarquia vai ser responsável pelas obras de estabilização da arriba, após um acordo de delegação de competências da Agência Portuguesa do Ambiente na câmara, esclareceu à Lusa o vereador com os pelouros do Ambiente e da Proteção Civil, João Serra.
Há pelo menos 14 anos que o município do distrito de Lisboa espera por obras de consolidação na arriba norte de Paimogo pela APA.
Apesar de serem feitas ações de monitorização, “de ano para ano há desprendimento de blocos rochosos”, alertou a Proteção Civil no verão.
No início do verão deste ano, a Proteção Civil Municipal da Lourinhã e a Capitania de Peniche interditaram o acesso automóvel à praia de Paimogo, exceto para largada ou tomada de embarcações e colocaram sinalização de perigo de queda de blocos, na sequência de uma derrocada na arriba norte.
Paimogo não é praia balnear, mas é frequentada durante o verão por banhistas e por pescadores da pesca desportiva, que atracam aí as suas embarcações.
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