Na próxima temporada do circuito mundial de surf, a World Surf League (WSL) vai promover mudanças significativas face aquilo que tem sido o CT após a pandemia.
Desde logo, os campeões mundiais serão definidos numa 'época corrida a pontos' - sem finalíssima - tal como aconteceu até 2019.
O formato das etapas e a calendarização das mesmas também sofreram alterações profundas. Por exemplo, o evento de Peniche foi novamente transferido para outubro, sendo a penúltima etapa do CT versão 2026.
Em declarações à agência noticiosa Lusa, Tiago Pires considera que as "alterações vão no bom caminho e mostram que o novo CEO da WSL (ndr: Ryan Crosby) pode trazer mais interesse à modalidade, com maior foco nos atletas e no espetáculo".
Porém, segundo 'Saca', continua a faltar algo importante. "É preciso investir nos ‘palhaços’ do circo. É preciso trabalhar mais as premiações, pagar mais aos atletas que arriscam a vida."
"É impensável que, na minha geração, ganhássemos mais dinheiro do que eles ganham hoje. Os prize moneys de 2010 são iguais aos de 2025. Não faz sentido", entende o primeiro surfista português a qualificar-se para a elite mundial.
Tiago Pires, de 45 anos, salienta que os "surfistas não podem continuar a pagar para trabalhar, suportando os elevados custos com as deslocações e estadias em todo o mundo, sem a devida correspondência em termos de remuneração”.
“No nosso caso, juntar as provas da Ericeira [Challenger Series] e de Peniche faz todo o sentido. Além da questão ambiental, da pegada ecológica com as deslocações de avião, há o fator financeiro, porque os custos de vida aumentaram muito nos últimos anos e os prémios não sobem”, vincou.
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