Garrafas de plástico com rótulos da Malásia, China e Singapura deram a volta ao mundo e foram recolhidas nos areais de praias cabo-verdianas.
A situação ocorreu durante a última ação de limpeza da organização não-governamental Biosfera.
Hércules Sousa, membro da ONG, explicou à agência noticiosa Lusa que “são garrafas ainda com rótulo, que dá para ver que não existem em Cabo Verde“, mas que estavam às centenas entre os 680 quilos de lixo recolhido por 73 voluntários, no último sábado de abril, na costa norte da ilha de São Vicente.
A maneira como as correntes oceânicas funcionam faz com que o lixo vá parar ao arquipélago, depois de ser atirado aos rios nos países de origem ou através de navios que cruzam os mares.
“Isto afeta os ecossistemas, principalmente os animais marinhos que acabam por ficar presos” em argolas ou nas próprias garrafas, mencionou Hércules Sousa, que dedica-se à temática da poluição marinha.
“Acabam por entrar dentro dessas garrafas e morrer. Mas também temos os tubarões que ficam presos nas redes”, que é um outro tipo de detrito recolhido com muita frequência nas campanhas de limpeza.
Os animais ficam presos e “não conseguem mergulhar para comer ou ir à superfície para respirar”, acrescentou.
Para o ser humano, o problema é a entrada da poluição na cadeia alimentar. "Já foram encontrados microplásticos no sangue e em leite materno”, referiu Hércules Sousa.
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