É mais um episódio no já longo folhetim em torno da construção da torre de juízes em alumínio em Teahupoo, no Taiti, com vista à prova de surf dos Jogos Olímpicos de Paris'2024.
Desta feita, em comunicado oficial, a Associação Internacional de Surf (ISA) anunciou que não vai apoiar a construção da nova estrutura.
Esta decisão surge dias depois de ter sido revelado que vão ser realizados levantamentos marítimos e um novo ensaio de construção em Teahupoo.
Mediante esse cenário, a ISA afirmou então que reservava-se a "qualquer comentário adicional", sublinhado que continuaria a "defender uma solução ambientalmente sustentável".
Agora, a entidade presidida pelo argentino Fernando Aguerre tomou uma posição mais drástica e explica porquê.
"No dia 9 de dezembro, a ISA enviou uma proposta ao Governo da Polinésia Francesa e aos organizadores de Paris'2024 para realizar a prova olímpica de surf em Teahupoo sem a construção de uma torre de alumínio na bancada de coral."
A proposta da ISA defendia o "julgamento da competição de forma remota", com recurso a "imagens em direto a partir de terra, água e drones". Uma solução que não foi bem recebida pelas autoridades locais.
"Posteriormente, o Governo da Polinésia Francesa decidiu ir em frente com o plano de construir uma nova torre de alumínio na bancada de coral. A determinação de que a torre de madeira existente, utilizada até agosto de 2023, não respeitava os preceitos legais foi tomada pelo Governo da Polinésia Francesa", menciona a ISA.
Pese embora a tomada de posição adotada, a ISA sublinha: "Estamos prontos para trabalhar em conjunto com todas as partes interessadas em benefício do desporto, do ambiente e da comunidade local."
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