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  • A lição da oito vezes campeã mundial após perder de primeira em Pipe: 'O surf tem maneira de manter-nos humildes'
    03 fevereiro 2023
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  • Pela primeira vez na história recente do CT, a campeã mundial em exercício iniciou a defesa do título com uma derrota de primeira.
  • Na antevisão da temporada de 2023 do CT, que está agora a dar os primeiros passos em Pipeline, a vigente campeã mundial Stephanie Gilmore afirmou, sem rodeios, que este iria ser um ano diferente, depois de há cinco meses ter-se tornado na recordista de títulos mundiais no setor feminino, com oito coroas.

    "A pressão desapareceu. Agora, posso desfrutar de tudo aquilo que faço no CT", confidenciou a lendária surfista australiana. Nesta abordagem à campanha de 2023, a 16ª consecutiva entre a elite mundial, até pode haver maior relaxe, mas Stephanie certamente não contava, nem nos seus piores planos, com o que sucedeu no Billabong Pro Pipeline, a primeira etapa do CT 2023.

    Envergando a licra amarela, o que já não sucedia há muito, Gilmore perdeu de primeira na sua estreia ao nível do CT em Pipe. Voltou a fazer história, mas desta feita pela negativa. Pela primeira vez na história recente do CT, a campeã mundial em exercício iniciou a defesa do título com uma derrota de primeira. Steph não podia ter recebido pior prenda de aniversário, depois de ter completo 35 voltas ao sol no passado dia 29 de janeiro.

    A onda rainha do surf mundial não mostrou misericórdia com a rainha do surf feminino, despoletando um trambolhão daqueles, depois da extraordinária jornada vivida em Trestles, onde Stephanie Gilmore venceu os cinco heats que disputou para sagrar-se campeã do mundo.

    Apesar da tremenda desilusão, não perdeu o sorriso. Por algum motivo é conhecida desde sempre como 'Happy Steph' no seio Tour. "É engraçado. Sinto que fui de hero to zero (heroína a zero). Porém, o desporto é assim mesmo. O surf tem maneira de manter-nos humildes, isso é certo. Não há melhor motivação do que ter um 'shocker' e querer voltar em melhor forma", explicou a oito vezes campeã do mundo.

    Pelo segundo ano consecutivo, o Billabong Pro Pipeline foi madrasto para Gilmore, depois de em 2022 a Covid-19 ter feito das suas. Desta vez, ainda conseguiu surfar, o que levou a surfista de 35 anos a brincar com a situação. "Neste momento, estou dois heats à frente em relação ao ponto em que estava no ano passado".

    No malfadado heat da repescagem, Steph foi superada por duas novatas nestas lides, as norte-americanas Caity Simmers e Alyssa Spencer, pelo que guardou uma palavra para a nova geração que está a querer estabelecer-se no CT.

    "A Caity esteve muito bem. Esperou e apanhou duas ondas muito boas. Este ano, temos novas surfistas no CT às quais juntam-se as rookies que estiveram no Tour em 2022, mas que tiveram de sair a meio do ano por causa do cut. Agora, querem vingar-se disso. Penso que esta época será diferente quando comparada com o ano passado, pelo que não poderei limitar-me apenas a sobreviver", entende a experiente competidora 'aussie'.

     

     

     

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