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  • Teresa Bonvalot praticamente certa em Paris’2024!?
    19 janeiro 2023
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  • Numa temporada em que os wildcards deixam de contar para o ranking, ao contrário dos suplentes, tudo parece jogar a favor da campeã nacional…
  • A chamada de Teresa Bonvalot para competir no Havai no arranque da temporada do CT 2023 poderá ter um impacto bastante maior do que somente a estreia da campeã nacional num palco como Pipeline, frente às melhores surfistas do Mundo. A verdade é que a entrada em cena nas duas primeiras etapas, com o estatuto de suplente, pode colocar Teresa na rota da luta pelo cut de meio da temporada e, consequentemente, do apuramento para o CT 2024. Mas também a presença em Paris’2024 poderá estar praticamente garantida.

    A temporada de 2023 no World Tour vai ser marcada pela disputa das vagas olímpicas pelo circuito mundial. Vagas, essas prioritárias, no sistema qualificativo. Em jogo estão 10 vagas masculinas e 8 vagas femininas. Se do lado masculino o maior número de atletas faz com que a luta seja maior, a verdade é que no lado feminino falamos apenas de um top 17, onde apenas existe hipótese de qualificação para 7 surfistas. Dessa forma, entrando em prova no Havai, Teresa fica com tudo para ter a oitava vaga.

    Analisando as representantes da elite mundial feminina de 2023 vemos apenas cinco nacionalidades diferentes. Austrália e a conexão Estados Unidos/Havai dominam claramente em número de atletas, mas cada equipa apenas pode eleger duas surfistas pelo CT, neste caso as melhores do ranking mundial. Só aqui já estão metade das vagas. Depois, sobra uma surfista brasileira (Tatiana Weston-Webb), uma francesa (Johanne Defay) e outra costarriquenha (Brisa Hennessy), que na prática têm a vaga para Paris assegurada assim que entrarem em competição.

    É aqui que entra Teresa Bonvalot, que ao competir no Havai vai somar pontos no ranking. Numa temporada onde os wildcards deixam de contar para o ranking, mas os suplentes continuam a pontuar, Teresa fica com o caminho aberto para ficar com a qualificação garantida. Embora não seja oficial – e não o vá ser até ao final da temporada -, a verdade é que a lógica mostra que esse cenário será praticamente real.

    Segundo as regras de qualificação, cujo processo sofreu ligeiras alterações em relação a Tóquio’2020, as oito vagas destinam-se para surfistas dentro do top 18 do ranking mundial. Com 17 surfistas fixas, Teresa, que é a única suplente do Tour, surge como a décima oitava, o que na prática a torna elegível.

    Caso se confirme este cenário, Teresa Bonvalot iria repetir a presença olímpica que já tinha conseguido em Tóquio, na estreia do surf nos Jogos Olímpicos. Além disso, “dispensaria” a campeã nacional de lutar por uma vaga no Mundial ISA deste ano, onde estarão em jogo vagas para os melhores surfistas continentais, num processo muito mais disputado.

    Além do carimbo olímpico, uma boa performance de Teresa Bonvalot no Havai, em Pipe e Sunset, poderá ainda colocar Teresa na disputa pelo top 10 do ranking e permanência no Tour após o cut, o que significaria a qualificação automática para o Tour de 2024. Ainda assim, há a ter em conta o facto de que é altamente provável que Teresa compita na etapa portuguesa, a terceira da temporada, quer seja como suplente ou wildcard. Contudo, caso o faça como wildcard os pontos não deverão contar para o ranking.

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, podes usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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