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  • Teresa e Kikas seguem na luta para o dia final em Haleiwa!
    02 dezembro 2022
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  • Teresa vai lutar taco a taco com Alyssa Spencer na prova feminina, enquanto Kikas continua a precisar de ganhar, tendo ainda quatro adversários pela frente.
  • Emoção ao rubro no Haleiwa Challenger, com Teresa Bonvalot e Frederico Morais a sobreviverem a mais uma ronda da prova havaiana que fecha a temporada nas Challenger Series e que, consequentemente, define as últimas vagas para o CT 2023. Com Mafalda Lopes e Vasco Ribeiro a ficarem pelo caminho durante a jornada desta quinta-feira, Teresa e Kikas acabaram por ser os heróis nacionais do dia, mantendo vivo o sonho da qualificação.

    A ação arrancou com a prova feminina, onde a primeira portuguesa em prova foi Mafalda Lopes, na mesma bateria da norte-americana Alyssa Spencer, grande rival de Teresa nas contas da qualificação. Mafalda acabou por nunca se encontrar com o mar, não conseguindo dar uma ajuda à compatriota. A jovem surfista da Caparica terminou na última posição da bateria, com Spencer a garantir o triunfo e a australiana Sophie McCulloch, outras das surfistas ainda na luta, a também seguir em frente.

    Com este desfecho, Alyssa Spencer passou virtualmente para a frente de Teresa Bonvalot no ranking, uma vez que tinha um resultado menor para descartar. Algo que obriga Teresa a terminar à frente de Spencer a partir desta fase da competição para garantir uma vaga na elite mundial do próximo ano. A norte-americana beneficiou ainda da eliminação surpreendente de Carissa Moore de primeira, evitando, assim, um confronto com a cinco vezes campeã mundial nas próximas rondas.

    Teresa Bonvalot, por sua vez, estreou-se no heat 6 e, embora não se tenha apresentado de forma tão eficiente como Spencer, soube gerir as emoções da melhor forma, para carimbar a segunda posição e a passagem aos quartos-de-final. Com a australiana e top mundial Sally Fitzgibbons a vencer a bateria com 10 pontos, Teresa segurou a segunda posição, com 9,54 pontos, apenas mais 0,04 pontos que a francesa Vahine Fierro, que ficou arredada da luta pela qualificação.

    Após uma passagem in extremis Teresa Bonvalot parte para a fase seguinte colocada no quarto e último heat, onde terá pela frente as havaianas Bettylou Sakura Johnson, que está praticamente a segurar a quarta vaga de qualificação para regressar ao Tour, e Zoe McDougall e ainda a australiana e ex-top mundial India Robinson. Com as contas ao rubro, Teresa necessita de passar e esperar pela eliminação de Spencer, de forma a dar um passo de gigante rumo ao CT.

    Alyssa Spencer vai competir no primeiro heat da ronda, onde enfrenta as australianas Zahli Kelly e Molly Picklum, esta já qualificada, e ainda a norte-americana Kirra Pinkerton, numa bateria de grau de dificuldade abaixo do que a que Teresa terá pela frente. Em caso de derrota, Teresa ainda poderá sonhar com a qualificação, mas apenas se perder no 3.º posto do heat e Alyssa Spencer cair na 4.ª posição. Além disso, depois ainda teria de esperar que a australiana Sophie McCulloch não faça melhor que um 3.º posto no campeonato.

    Com quatro surfistas na luta por duas vagas, mas com Bettylou Sakura Johnson praticamente garantida e com McCulloch ainda longe do sonho, a luta pela quinta vaga parece mesmo entregue a Teresa e Alyssa Spencer, prevendo-se um dia de muitos nervos esta sexta-feira, que poderá ser o dia final do Haleiwa Challenger.

    O mesmo acontece na prova masculina, onde a qualificação “impossível” de Frederico Morais começa a ganhar forma. Kikas superou mais uma ronda, desta vez com mais dificuldades que na véspera, e mantém-se de pé na luta pelo regresso ao CT. O requisito continua a ser a vitória em Haleiwa, algo que já tem no currículo, mas ainda tem quatro surfistas em prova a poderem estragar as contas, pelo que os quartos-de-final vão ser decisivos para a qualificação.

    Vasco Ribeiro até foi o primeiro português a entrar na água e participou no melhor heat do dia, com todos os surfistas a conseguirem notas altíssimas. Com um arranque mais lento que os adversários, Vasco apenas perto do final conseguiu uma nota excelente, com 8,77 pontos, acabando por terminar na 3.ª posição, com um score de 13,04, atrás do australiano e top mundial Ethan Ewing e do italiano Jesse Mendes. Uma derrota que ditou o fim do sonho para o surfista português.

    A performance de Kikas ficou guardada para a última bateria do dia, já depois de John John Florence ter dado espetáculo, com o melhor score da competição, assente nuns incríveis 17,73 pontos, e também do francês Maxime Huscenot e do havaiano Ian Gentil terem conseguido garantir mais duas vagas para a elite mundial do próximo ano. Com uma forte concorrência pela frente, Kikas acabou por conseguir beneficiar de uma última onda para seguir em frente.

    Frederico terminou a bateria com 12,43 pontos, mais 0,20 que o australiano Liam O’Brien e superado pelo havaiano Imaikalani deVault, um dos surfistas que lhe pode arruinar as contas da qualificação. Ainda assim, Kikas acabou por ajudar a eliminar o brasileiro Mateus Herdy, que também era adversário nesta complicada matemática.

    Agora, nos quartos-de-final, o surfista português vai estar no heat 3, onde mede forças com o japonês e ex-companheiro de CT Kanoa Igarashi, com o francês Kauli Vaast e com o australiano e também ex-top mundial Morgan Cibilic. Além de ter de passar esta fase, será muito útil para as contas deixar Cibilic pelo caminho, visto que é um dos quatro surfistas que podem terminar com o sonho da qualificação.

    Num dia marcado por mais eliminações importantes nestas contas, como foram as do australiano Jacob Willcox e do brasileiro Mateus Herdy, o requisito de Frederico Morais continua a ser vencer a etapa. Contudo, as maiores ameaças são o brasileiro Michael Rodrigues, que vai enfrentar John John Florence na próxima fase, e o australiano Morgan Cibilic, que não podem avançar para as meias-finais. Além disso, o francês Gatien Delahaye não pode ser 3.º classificado na etapa, nem o havaiano Imaikalani deVault pode chegar ao 2.º posto. São muitas contas para se fazerem num dia final que se prevê de emoções fortes.

     

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