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  • Sete havaianos que podem atrapalhar contas em Haleiwa
    28 novembro 2022
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  • Com duas vagas femininas e sete masculinas ainda em jogo, estes nomes podem ser grandes obstáculos às esperanças de quem quer chegar à elite mundial.
  • As previsões apontam para que esta terça-feira seja o dia inaugural do Haleiwa Challenger, onde tudo se vai decidir em relação à qualificação para o CT 2023. É no Havai, no mítico North Shore de Oahu, que a luta vai ter lugar e com uma portuguesa em excelente posição para fazer história. Está tudo a postos para dias épicos, numa batalha onde as ondas prometem não desiludir.

    São duas vagas femininas em jogo, uma delas na mira de Teresa Bonvalot, e outras sete vagas masculinas ainda por apurar, onde Frederico Morais e Vasco Ribeiro ainda sonham chegar, embora a matemática não os ajude. Pelo meio um lote de surfistas de enorme qualidade – 48 na prova feminina e 80 na masculina -, com vários wildcards havaianos pelo meio.

    Historicamente os surfistas da casa dão-se melhor nestas pesadas ondas que vão decidir tudo na temporada 2022 das Challenger Series e, por isso, poderão ser sérios obstáculos para aqueles que ainda sonham com a qualificação. Eis uma lista de sete havaianos que podem ter muito a dizer sobre as vagas em disputam, mesmo sem estarem a lutar diretamente por elas.

    Billy Kemper – Antigo campeão mundial de ondas grandes e grande dominador das provas em Sunset, onde este ano já conseguiu um 2.º lugar, Kemper surge sempre como uma grande ameaça. Até porque o mar vai estar grande, ao seu jeito. Mesmo que em Haleiwa não apresente o domínio que consegue impor em Sunset e até tendo perdido cedo na etapa do ano passado, a verdade é que poucos quererão cruzar-se com ele no draw…

    Shion Crawford – Apesar da tenra idade, é já um dos nomes seguros do surf havaianos. O jovem talento, de apenas 17 anos, já deixa os resultados falarem por si. Este ano já conseguiu um 3.º posto no QS de Sunset e no ano passado chegou mesmo ao 13.º lugar neste Haleiwa Challenger, numa estreia imperial nas Challenger Series. Além disso, ninguém esquece que estamos a falar do vice-campeão mundial ISA em Sub-18.  

    Josh Moniz – Depois do susto que apanhou em Peniche e que quase o incapacitou de surfar, Josh tem estado de regresso às competições aos poucos e já começa a dar sinais de estar em grande forma. Mesmo longe da eficácia de Seth, o irmão mais novo que brilha no CT, Josh é um nome habitual nestas paragens e com muita experiência para dar dores de cabeça a quem se cruzar com ele. Até porque este ano já leva dois fortes resultados nas duas provas do QS feitas no Havai, um 5.º em Sunset e um 3.º em Ala Moana.

    Eli Hanneman – Outro jovem talento que muito prometeu, mas que recentemente esteve a braços com um grande susto, depois de um wipeout em Pipe que quase lhe roubou a vida. Ainda assim, Eli deu a volta à situação e regressou em força. Embora tarde em despontar nas Challenger Series, este ano já venceu em Ala Moana para o QS. E nunca se sabe se um surfista com o talento dele não desperta de vez num palco como Haleiwa.

    Pua Desoto – É uma das wildcards femininas e com grande história familiar no North Shore de Oahu. Embora ainda esteja longe de se afirmar como um dos grandes nomes havaianos no WQS, a verdade é que no ano passado já mostrou do que era capaz, ao ter terminado esta prova no 9.º posto, mesmo à beira de um lugar nas meias-finais. Com apenas 17 anos, é um nome que pode estragar a festa a muita gente.

    Moana Wong – Se fosse em Pipe ninguém a quereria, certamente, ver pela frente. Mas o mito de que apenas sabe competir na bancada das bancadas já caiu por terra durante 2022. Moana está super aplicada em correr o Mundo à procura de uma vaga no CT e, embora esteja longe de o conseguir nas Challenger Series, a verdade é que tem brilhado no QS, onde venceu em Ala Moana e foi 3.ª no Super Girl, na Mainland. É um nome sempre a ter em conta.

    Nora Liotta – Outras das jovens wildcards havaianas, que pode surpreender muita gente. Aos 18 anos, a surfista de Maui começa a dar os primeiros passos nas Challenger Series e promete ser um nome a seguir nos próximos anos. No QS já somou um 2.º posto em Sunset este ano, o que prova que tem andamento para este tipo de ondas e que poderá ser uma séria ameaça para quem se cruzar com ela.

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, podes usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

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