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  • Alyssa Spencer e como o futuro do surf feminino norte-americano não é apenas o fenómeno Caitlin Simmers
    19 novembro 2022
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  • São várias as jovens surfistas que estão a despontar no país do Tio Sam.
  • No início do ano, escrevemos um artigo a dar conta de que Carissa Moore podia dormir descansada no que toca à linha de sucessão do surf feminino havaiano, dada a alta qualidade das jovens conterrâneas que estão a começar a aparecer nos grandes palcos.

    Em 2022, a nova geração havaiana meteu o pé no Championship Tour (CT), graças a Gabriela Bryan (rookie do ano), Bettylou Sakura Johnson e a Luana Coelho Silva, que entretanto passou a defender a bandeira do Brasil

    No entanto, não é apenas no Havai que o futuro aparenta ser bastante promissor. Se olharmos para o território continental, que já não tem uma campeã do mundo desde Lisa Andersen em 1997, vemos que estão a surgir vários talentos em cima de uma prancha de surf.

    Sintoma claro de que as bases do surf do país do Tio Sam estão a fazer as coisas muito bem, nomeadamente ali para os lados de San Clemente, na idílica Califórnia.

    À primeira vista, tudo tende de forma natural a centrar-se em Caitlin Simmers. É a coqueluche do surf feminino norte-americano e que pelo segundo ano consecutivo garantiu com toda a tranquilidade e classe a qualificação para o CT. Tudo conseguido com somente 17 aninhos! Veremos se desta vez a jovem teenager cheia de sardas na face, que parece ter sido tocada por uma varinha mágica, opta por ir fazer das suas para o recreio dos graúdos.

    Porém, esta "tempestade norte-americana" que está a ser formada não se manifesta apenas com o fenómeno Caitlin. A natural de Oceanside é apenas o rosto de um naipe de surfistas que começam a despontar no QS norte-americano, mas também num contexto competitivo muito mais exigente, como é o caso da Challenger Series, o último degrau na ascensão ao CT.

    Logo a seguir a Simmers, surge Alyssa Spencer. Com apenas 17 anos, Alyssa saboreou recentemente a glória no Maracaña do Surf e por estes dias é a inimiga número 1 de Teresa Bonvalot na luta pelo último lugar de acesso ao CT do próximo ano.

    Também já aqui e acolá a dar nas vistas na Challenger Series, com prestações interessantes, encontramos Sawyer Lindblad e Kirra Pinkerton. Nenhuma destas duas surfistas vai apurar-se para o CT 2023, mas já começam a rondar o ataque à qualificação. 

    Se Sawyer pode ser um pouco mais desconhecida, já Kirra é bem mais conhecida dadas as proezas que já alcançou. Numa altura em que já completa duas dezenas de voltas ao sol, Pinkerton sagrou-se campeã mundial ISA no passado mês de setembro e logo em Huntington Beach. Venceu a final em que estavam entre outras a australiana Sally Fitzgibbons, atual top mundial e campeã do mundo ISA até aquele heat. No CV da pequena norte-americana, consta igualmente o título mundial júnior, que conquistou em 2018. 

    Mais atrás, ainda numa dimensão regional, mas a ficarem em ponto de rebuçado par a dar água pela barba às rivais nos palcos internacionais temos Zoe Benedetto e Bella Kenworthy. Aos 15 anos de idade, Bella é apontada como uma das grandes esperanças dos Estados Unidos da América no surf e no... skate, qual Sky Brown norte-americana. Ainda no último Mundial ISA Júnior, Kenworthy foi vice-campeã da categoria Sub-16.

    Ah e nunca descartando Caroline Marks. Chegou ao CT com apenas 16 anos e um ano mais tarde, em 2019, foi vice-campeã mundial. Depois de uma ascensão meteórica no circuito mundial de surf, Caroline esteve bastante mais discreta nos últimos tempos. Porventura na ressaca dessa mesma rápida subida às posições cimeiras do surf mundial, mas também devido a uma longa lesão, que comprometeu a primeira metade da última temporada. 

    Agora, a surfista de 20 anos procura recuperar as melhores sensações com a licra vestida. O recente triunfo no US Air Force Super Girl Surf Pro é a demonstração de que Marks está a trabalhar com o intuito de voltar a deixar a sua marca ao mais alto nível. 

    Como podemos ver, talento é coisa que não falta nas fileiras do surf feminino norte-americano, numa altura em que as esperanças no CT, com Caroline mais fora de cena, têm vindo a ser carregadas pelas antigas vice-campeãs mundiais Courtney Conlogue e Lakey Peterson. Surfistas com muito CT nas pernas, que estão muitas vezes entre as melhores, mas que nunca conseguiram dar o último passo. Os planos foram sempre estragados pelas três surfistas que monopolizam os títulos mundiais desde 2007: Stephanie Gilmore, Carissa Moore e Tyler Wright.

    Aos poucos, o testemunho irá ser passado a quem está a chegar. E não são poucas...

     

     

     

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