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  • Frederico Morais: “É na adversidade que se veem os atletas”
    30 setembro 2022
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  • Kikas está fora do top 20 do ranking e ainda tem três provas para conseguir inverter a situação.
  • Frederico Morais está a postos para liderar a armada lusa no EDP Vissla Pro Ericeira, a quinta e penúltima etapa das Challenger Series e que traz até Portugal a reta final da luta pela qualificação para o CT 2023. Kikas mostrou-se confiante para competir numa onda que lhe traz boas memórias, rejeitando a pressão dos resultados, numa altura em que não está bem posicionado no ranking.

    O surfista português, que vai ser acompanhado na prova masculina pelos wildcards Afonso Antunes e Guilherme Ribeiro, frisa que a prova ericeirense não tem cariz decisivo e que ainda tem outras duas provas para conseguir um grande resultado que o catapulte para o top 10 do ranking e para a muito desejada requalificação para a elite mundial. Foi de lá que saiu a meio da presente temporada, após um cut polémica, ao qual não poupo críticas.

    “Não vejo este campeonato como decisivo”, começou por dizer Frederico, perante a dezena de jornalistas presentes na conferência de imprensa de lançamento do campeonato. “Se fizermos as contas, vemos que esta não é a última oportunidade. Temos a prova disso em 2016. Fiz duas finais no Havai e qualifiquei-me para o CT. Claro que dava jeito fazer um resultado forte e a vontade é essa, para facilitar as coisas, mas não vejo esta prova como a derradeira oportunidade”, frisou.

    Sobre a ligação a Ribeira d’Ilhas, Kikas lembrou alguns dos momentos que já ali viveu. “Tenho boas memórias de Ribeira d’Ilhas. Claro que há vitórias, heats memoráveis e tudo mais. Mas a verdade é que passava aqui os fins de semana com o meu pai, a surfar os dias todos com os meus amigos e a experimentar pranchas. Era o dia todo dentro de água, sem tirar o fato. Isso é que me fez crescer como surfista e pessoa. É a razão pela qual estou aqui hoje à procura de vitórias. Em Ribeira d’Ilhas, criei essa paixão e o desejo pelo mar e o surf”, afirmou.

    “Esta é uma onda que adoro e encaixa bem no meu surf. Sinto-me à vontade. As condições parecem boas. Tem tudo para dar certo, mas não depende só de nós. Às vezes, podemos planear tudo e mais alguma coisa da melhor forma, mas as coisas não acontecem. O meu objetivo é fazer de forma certa tudo aquilo que depende de mim”, lembrou o surfista do Guincho.

    Kikas admitiu ainda que os últimos campeonatos não têm sido fáceis, mas mostra-se positivo em relação ao futuro. “O meu objetivo é sair sempre de água com um sorriso. Faço o que gosto, mas claro que há muita frustração nestes últimos campeonatos. Senti que estava a surfar bem. Fiz bons heats e acabei por perder a maior parte deles nos últimos minutos. Estou pronto para dar a volta e nada melhor do que fazer isso em casa. Quando as coisas se complicam um bocadinho, o melhor é simplificar. Ir para o básico. Ir buscar aquela paixão que tinha aos 10 anos. Continuo a ter e acho que tenho cada vez mais. É pegar nisso e meter dentro de água. É na adversidade que se veem os atletas”, atirou.

    Frederico não esconde que saída do circuito mundial a meio da temporada pode ter deixado marcas. “Às vezes as coisas não correm como queremos. Temos ótimos surfistas a fazer o circuito Challenger Series. É um circuito super renhido. Na Austrália foi difícil. Houve o cut e passados dois dias estávamos a competir novamente. Nem consegui respirar um bocado. Por vezes, as pessoas esquecem-se que o surf mentalmente é super pesado. Não é só nos outros desportos que sucede. Viajamos o ano inteiro de um lado para o outro e após cinco etapas estamos a sair do CT. Às vezes as coisas correm mal e nem temos possibilidade de recuperar. Psicologicamente essa recuperação pode demorar um pouco mais de tempo”, revelou.

    Por fim, o surfista luso mostrou-se completamente contra o cut, que em 2023 vai continuar a dividir a elite mundial a meio do ano. “Sou contra o cut. Não conheço nenhum desporto em que alguém faça cinco jogos e depois desça de divisão. Não acontece em lado nenhum, seja na Fórmula 1, MotoGP, futebol, râguebi, onde for. No surf, em cada campeonato, temos no mínimo uma hora para surfar (ronda 1 e repescagem), onde as condições estão a mudar constantemente. Acho que é super injusto para os surfistas”, rematou.

     

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