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  • Afonso Antunes wildcard na Ericeira: “Sinto-me mais motivado e maduro”
    29 setembro 2022
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  • Depois de uma primeira experiência em 2021, o junior português volta a competir nas Challenger Series.
  • Afonso Antunes é o mais recente nome a juntar-se à arma lusa no EDP Vissla Pro Ericeira, quinta e antepenúltima etapa do circuito Challenger Series, que arranca no sábado em Ribeira d’Ilhas. O júnior português venceu, esta manhã os trials locais para se juntar a Frederico Morais na prova masculina, repetindo a presença que já tinha conseguido no ano passado.

    Depois de ter batido Henrique Pyrrait, Martim Carrasco, Gabriel Ribeiro e Tomás Fernandes num heat de 35 minutos, Afonso saltou diretamente para a conferência de imprensa de apresentação do campeonato, onde fez a companhia a Frederico Morais, Leo Fioravanti e Gabriela Dinis, a outra júnior que vai reforçar a armada lusa como wildcard.

    Sem grandes pressões, Afonso Antunes garante que vai querer aprender com esta experiência, num campeonato que junta vários candidatos a integrar a elite mundial do próximo ano. E é já a partir de sábado que a jovem estrela do surf nacional poderá colocar-se à prova frente ao talento internacional que vai invadir a Ericeira.

    Beachcam - Depois do CT em Peniche, este é o segundo grande evento internacional em que vais participar em 2022. Até que ponto a experiência que viveste em Supertubos pode ser importante na abordagem a este novo desafio?

    Afonso Antunes - Todos os campeonatos em que me deram wildcards fizeram-me aprender mais. Tanto em Peniche como na Ericeira, no ano passado, cometi imensos erros nas duas oportunidades que me deram. Agora, já tive que lutar por esta oportunidade. Sinto-me um pouco mais motivado e maduro. Depois dos QS em França, tirei um tempo para ganhar mais paixão pelo surf. É bom termos tempo para nós e pensarmos naquilo que realmente pretendemos. Aproveitei para treinar e voltar a focar. Já começa a dar os seus resultados ao conseguir vencer os trials. Apanhei boas ondas e consegui mostrar o meu surf. Agora vou tentar replicar isso no campeonato.

    B - Falaste em perda de paixão pelo surf. Essa situação deveu-se a algo em concreto?

    AA - Não se trata de perder a paixão. Só que com tantos campeonatos durante o ano, torna-se cansativo. O estar constantemente a enfrentar derrotas não é aquilo que pretendemos. Ninguém entra nas provas para perder. Por vezes, ficamos um pouco cansados de estar sempre a bater na mesma tecla. Por isso, decidi tirar este tempo. Estava a precisar.

    B - Nesse tempo que tiraste para ti, recorreste a algum tipo de trabalho psicológico?

    AA - Não. O principal foi estar rodeado de amigos. São pessoas que gosto e me fazem bem. Surfava todos os dias e treinava o físico. Aproveitei também para ocupar-me com outras coisas, que não o surf. Tudo para voltar ao caminho certo.

    B - Até ao final deste ano de 2022, tens algum objetivo em concreto?

    AA - Um dos objetivos que coloquei para este ano era o de vencer uma etapa do circuito Pro Júnior europeu. Ainda não consegui vencer, mas vou ter nova oportunidade nos Açores. Tenho o objetivo de vencer essa etapa. De resto, quero sair-me bem no QS que vem a seguir, também nos Açores. Contudo, não quero estar a criar grandes expectativas. Para o ano é que vou tentar vir com força para tentar o apuramento para a Challenger Series.

    B - Os Jogos Olímpicos não entram no lote de objetivos?

    AA - Gostava, mas o meu foco principal é chegar ao CT. É o meu sonho desde pequeno. Por isso, está em primeiro lugar.

     

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