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  • Tops cederam à pressão na perfeição de Teahupoo e top 5 ficou definido
    19 agosto 2022
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  • Matthew McGillivray foi o autor do primeiro 10 do campeonato, mas muitos outros andaram perto!
  • Foram 31 notas na casa da excelência – acima de 8 pontos - ao longo de 21 heats e de uma jornada exclusivamente dedicada à prova masculina, esta quinta-feira, com ondas perfeitas, muita emoção e drama, um 10 pelo meio e a definição do top 5 final que vai discutir o título mundial em Trestles. Com os líderes do ranking a cederem à pressão perante a veterania presente neste Tahiti Pro e após dois dias aquém das expectativas, a ação ganhou, finalmente, contornos épicos, num dos dias mais espetaculares do ano no CT 2022. Que o digam os wildcards Nathan Hedge, de 43 anos, e Kauli Vaast, ou o rei Kelly Slater. Ou Kanoa Igarashi. Ou Matthew McGillivray. Foram eles os grandes vencedores de uma jornada de sol a sol que, mais do que ajudaram a definir os finalistas, ajudou a mostrar toda a fama e potencial dos tubos taitianos, que vão servir de palco para os verdadeiros gladiadores que vão competir nestas condições únicas em Paris’2024 dentro de dois anos.

    De mais a menos, a ação foi ganhando contornos excecionais ao longo da tarde e à medida que a prova ia avançando, com o epicentro a acontecer nos oitavos-de-final. Não só houve tudo aquilo que os fãs do surf mundial querem ver, como também houve direito a heats exasperantes. De um lado, duelos decididos por centésimas entre a excelência. Do outro a pior bateria do ano, com uma nota de 1,73 pontos nos instantes finais e definir o duelo de rookies entre Jake Marshall e Callum Robson, que terminou com uns míseros 2,43 contra 0,97. Ainda assim, na memória ficaram os momentos de êxtase causados pelos drops impossíveis, tubos longos e saídas em glória bem junto à foam ball.

    A ação arrancou a meio gás, sobretudo comparada com a forma como fechou o dia. Ainda assim, os tubos com potencial iam surgindo. Foi neste cenário que se completou a ronda inaugural masculina, depois de na véspera apenas se terem feito três heats. No heat mais esperado desta ronda, Kelly Slater provou ser ainda um dos melhores do Mundo nestas condições e venceu a sua bateria com 16 pontos. Em sentido inverso, o líder mundial Filipe Toledo bloqueou, como muitos esperavam, e não saiu dos 1,87 pontos. Na mesma bateria, esteve Nathan Hedge, que também foi para a repescagem, mas já com o balanço da estreia. E, quis o seeding, que voltasse a estar no mesmo heat de Toledo na fase seguinte, com Slater já descansado na ronda 3, a assistir a tudo. E a tirar notas, obviamente.

    Caio Ibelli ainda esteve perto da nota 10 na ronda inaugural. Miguel Pupo e Connor O’Leary também foram à excelência na última bateria do dia, decidia por apenas 0,36 pontos e com boas indicações do que estava para vir. Ainda assim, há muito tempo que as expectativas já estavam centradas no heat de abertura da repescagem, onde Filipe Toledo ia colocar a liderança do ranking em jogo, perante um veterano surfista habituado a brilhar no passado nesta onda. Já com o sistema de overlaping heats ativo, aconteceu aquilo que todos previam. Ou quase tudo. Nathan Hedge encontrou uma “bomba” que lhe rendeu 9,43 pontos e o triunfo na bateria. O que poucos esperavam é que Toledo também estivesse em grande plano, discutindo o triunfo até final. Foram 15,76 pontos contra 14,83 e uma despedida precoce de cena, que mais se deveu à estreia desencontrada do que à performance na repescagem. A liderança do ranking ficava em cheque, mas mal Toledo esperava que Hedge ainda lhe fizesse um favor…

    A ronda de repescagem prosseguiu num ritmo alternado. Ora com duelos incríveis, como aquele em que Jadson Andre bateu Italo Ferreira com 17 pontos contra 16,60, ora com as tais baterias de desesperar, que eram disfarçadas pelos heats sobrepostos com que se cruzavam na água. Foi assim com o tal a tal pior melhor vitória da carreira do rookie Jake Marshall, mas também com Kanoa Igarashi, por exemplo, que precisou de apenas 6,96 pontos para vencer Seth Moniz e manter-se na luta pelo top 5 final. Nessa luta mantinha-se Griffin Colapinto e Miguel Pupo, também eles vencedores nesta ronda, enquanto Ethan Ewing já tinha garantido uma vaga em Trestles. Quem ficava na corda bamba era Italo Ferreira. Por fim, a ronda fechou com uma bela performance de um dos mais subestimados surfistas do Tour, o sul-africano Matthew McGillivray, ele que nem começou a temporada como parte integrante da elite mundial, mas, sim, como suplente. Era o aviso daquilo que iria fazer um par de minutos depois.

    Foi no heat 2 dos oitavos-de-final, e já depois de um grande duelo entre o wildcard local Kauli Vaast e Ethan Ewing, decidido com excelência a favor do taitiano, que McGillivray entrou na água para encontrar o primeiro 10 do campeonato. Quase em queda livre, o sul-africano conseguiu entrar num tubo incrível e descobrir-lhe a saída. Depois de ter vencido Barron Mamiya, um verdadeiro especialista de Pipe, agora era a vez de bater Samuel Pupo rumo aos quartos-de-final, acabando com o sonho do rookie brasileiro em chegar ao top 5. Foram 17 pontos contra 16,43, em mais um dos grandes duelos do dia em que nenhum dos surfistas merecia perder.

    Na bateria seguinte mais drama em doses extras, com Yago Dora a vencer Griffin Colapinto por poucas centésimas, com o norte-americano a falhar a reviravolta por muito pouco na última onda. Uma derrota que deixava tudo nas mãos dos rivais em relação ao top 5 final e que carimbava a vaga a Italo Ferreira, que sofria por fora, já eliminado. Assim, em jogo permaneciam apenas Kanoa Igarashi e Miguel Pupo. Mas se Kanoa superasse esta ronda fechava as contas. Antes disso, houve ainda tempo para mais uma lição de mestria de Kelly Slater. Com 17 pontos somados, o 11 vezes campeão mundial ainda sofreu um susto final para vencer um inspirado Connor O’Leary por apenas 0,17 pontos.

    Inspirado pela performance do veterano do Tour, Nathan Hedge excedeu os limites e venceu o heat do dia. Com um injusto 9,87 pelo meio, que bem merecia ter sido o segundo 10 do campeonato, Hedge esteve imaculado frente àquele que continua a provar ser o melhor jovem tube rider do planeta, o número dois mundial Jack Robinson. Com o olhar colocado na possibilidade de retirar a licra amarela a Toledo, os 17,60 pontos do jovem australiano não chegaram para os 18,30 do experiente compatriota. Foi um hino ao surf, com Toledo a respirar de alívio e com Hedge a confirmar a segunda eliminação gigante do dia. Depois do número um mundial atirou para casa o número 2.

    Este foi o pináculo do espetáculo e nos últimos três heats a emoção caiu um pouco, tal como o mar. Ainda assim, ainda houve tempo para Caio Ibelli mostrar novamente a grande forma em que está, eliminando Jordy Smith. E, depois, todas as decisões em jogo no heat de Kanoa Igarashi. Embora Jadson Andre tenha dominado grande parte da bateria, o japonês deixou o melhor para o final, operando a reviravolta na última onda. Kanoa garantia a vaga em Trestles, depois de a ter perdido de forma dececionante no ano passado. Desta vez, sorriu. O mesmo não pode dizer Griffin Colapinto, que voltou a derrapar na derradeira etapa da fase regular. A ação só terminou com um triunfo sólido, mas de pontuações baixas de Miguel Pupo. Algo que já poucos se lembram, pois a história já estava feita.

    Foi de forma gloriosa que ficaram definidos os finalistas deste Tahiti Pro. Depois de o mesmo ter acontecido em condições marginais com a prova feminina, desta vez, foram os homens a ter direito ao palco principal. Apenas esta madrugada as melhores surfistas do Mundo vão ter direito a dividir ondas excelentes com os homens. São oito finalistas de cada lado. Do lado feminino ainda há uma vaga em jogo para Trestles. Do lado masculino apenas falta decidir o seeding dos três últimos. No entanto, ainda há muita glória por conquistar e tubos excelentes por fazer. E quem sabe se no final do dia em Teahupoo não haverá um senhor de 50 anos a fazer novamente história. Embora fora destas contas da luta pelo título mundial, poucos dominam esta onda como Kelly Slater. O grande favorito a partir do momento que a ação regressar à água.

    Outerknown Tahiti Pro Men's Opening Round Results:
    HEAT 1: Yago Dora (BRA) 8.66 DEF. Italo Ferreira (BRA) 8.14, Matthew McGillivray (ZAF) 5.10
    HEAT 2: Kauli Vaast (FRA) 13.60 DEF. Barron Mamiya (HAW) 10.93, Ethan Ewing (AUS) 2.33
    HEAT 3: Jack Robinson (AUS) 16.26 DEF. Nat Young (USA) 7.33, Michel Bourez (FRA) 6.70
    HEAT 4: Kelly Slater (USA) 16.00 DEF. Nathan Hedge (AUS) 8.67, Filipe Toledo (BRA) 1.87
    HEAT 5: Jordy Smith (ZAF) 12.94 DEF. Jadson Andre (BRA) 12.86, Griffin Colapinto (USA) 8.33
    HEAT 6: Caio Ibelli (BRA) 12.50 DEF. Kanoa Igarashi (JPN) 7.76, Jackson Baker (AUS) 3.17
    HEAT 7: Samuel Pupo (BRA) 13.00 DEF. Callum Robson (AUS) 10.44, Seth Moniz (HAW) 6.53
    HEAT 8: Connor O'Leary (AUS) 15.63 DEF. Miguel Pupo (BRA) 15.27, Jake Marshall (USA) 6.60

    Outerknown Tahiti Pro Men's Round of 16 Results:
    HEAT 1: Kauli Vaast (FRA) 17.07 DEF. Ethan Ewing (AUS) 15.17
    HEAT 2: Matthew McGillivray (ZAF) 17.00 DEF. Samuel Pupo (BRA) 16.43
    HEAT 3: Yago Dora (BRA) 14.94 DEF. Griffin Colapinto (USA) 14.63
    HEAT 4: Kelly Slater (USA) 17.00 DEF. Connor O'Leary (AUS) 16.83
    HEAT 5: Nathan Hedge (AUS) 18.30 DEF. Jack Robinson (AUS) 17.60
    HEAT 6: Caio Ibelli (BRA) 15.97 DEF. Jordy Smith (ZAF) 13.20
    HEAT 7: Kanoa Igarashi (JPN) 15.70 DEF. Jadson Andre (BRA) 13.40
    HEAT 8: Miguel Pupo (BRA) 11.00 DEF. Jake Marshall (USA) 2.40

    Outerknown Tahiti Pro Men's Quarterfinal Matchups:
    HEAT 1: Kauli Vaast (FRA) vs. Matthew McGillivray (ZAF)
    HEAT 2: Yago Dora (BRA) vs. Kelly Slater (USA)
    HEAT 3: Nathan Hedge (AUS) vs. Caio Ibelli (BRA)
    HEAT 4: Kanoa Igarashi (JPN) vs. Miguel Pupo (BRA)

    Outerknown Tahiti Pro Women’s Quarterfinal Matchups:
    HEAT 1: Tatiana Weston-Webb (BRA) vs. Caroline Marks (USA)
    HEAT 2: Stephanie Gilmore (AUS) vs. Courtney Conlogue (USA)
    HEAT 3: Carissa Moore (HAW) vs. Vahine Fierro (FRA)
    HEAT 4: Brisa Hennessy (CRI) vs. Lakey Peterson (USA)

     

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