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  • Challenger Series, um circuito em que a regularidade fica à porta
    12 julho 2022
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  • Só três homens e quatro mulheres conseguiram o pleno de passar sempre a ronda 2 nos três eventos já realizados em 2022.
  • O circuito Challenger Series 2022 segue a grande ritmo e está prestes a chegar ao seu meridiano. Com o dobro das quatro etapas da temporada transata, que foi de estreia, esta época já estão realizadas três das oito etapas. Números que já permitem tirar algumas conclusões sobre o quão difícil e competitivo é este circuito. Entre os 160 surfistas por etapa, 96 masculinos e 64 femininos, são muito poucos aqueles que conseguiram até agora atingir um certo nível de regularidade.

    É certo que na primeira etapa ainda houve um número largo de surfistas do CT em prova, o que, positivamente, mudou nas provas seguintes. A esses juntaram-se algumas baixas e outros tantos wildcards por etapa, o que faz com que esses 160 surfistas não fossem fixos ao longo das três etapas. Ainda assim, feitas as contas, apenas sete surfistas conseguiram superar sempre as duas primeiras rondas na Gold Coast, Sydney e, mais recentemente, Ballito.

    Os números não mentem. Se passar a primeira ronda acaba por não ser uma tarefa assim tão hercúlea, uma vez que houve 13 homens, um deles o português Vasco Ribeiro, e 11 mulheres, entre elas Teresa Bonvalot, a consegui-lo, a verdade é que conseguir avançar sempre à ronda 3 já não tem sido uma tarefa tão simples assim.

    No lado masculino apenas o italiano Leo Fioravanti, o australiano Dyllan Moffat e o brasileiro Michael Rodrigues o conseguiram fazer. E não é coincidência que este trio esteja dentro do top 10, que dá acesso ao CT no final da temporada. Ainda que passar duas rondas não signifique uma pontuação extremamente elevada, denota alguma regularidade e serve de balanço para chegar ainda mais longe nos campeonatos, até porque aproxima os surfistas das fases man-on-man.

    Observando caso a caso, Fioravanti é o atual número 2 do ranking, depois de já ter chegado por duas vezes às meias-finais e uma vez aos quartos-de-final. Regularidade extrema do ex-top do CT que parece determinado em regressar rapidamente à elite mundial. E a cinco etapas do fim não parece desmedido colocar Fioravanti, a par do líder do ranking Rio Waida, que conta com dois triunfos e uma eliminação na ronda 2 a abrir a temporada, como os dois surfistas já com vaga praticamente garantida no circuito mundial em 2023.

    Segue-se Moffat, no 4.º posto, que na prática é terceiro, pois à sua frente está o compatriota Callum Robson, que não entra nestas contas porque faz parte do CT. O jovem australiano tem vindo a cair, tendo começado com um 5.º posto, depois 9.º e agora 17.º. Ainda assim, o facto de superar sempre as primeiras rondas deixa-o numa boa posição para atacar a qualificação na segunda metade do ano. Já o ex-top mundial Michael Rodrigues surge no 8.º posto e só não está melhor porque em Ballito viu-se obrigado a desistir nos oitavos-de-final devido a lesão.

    Outra curiosidade é o facto de apenas dois surfistas dentro do top 10 somaram derrotas de primeira na presente temporada. Um deles foi o australiano Ryan Callinan logo na abertura do ano. O outro foi o jovem francês Gatien Delahaye, que após duas derrotas de primeira chegou à final em Ballito. Algo que prova que do lado masculino é importante ser regular, mas melhor ainda é vencer uma etapa. Com oito etapas no calendário e 10 vagas em disputa, uma vitória é meio caminho andado para o CT.

    Surfistas que passaram sempre a ronda 1

    Leo Fioravanti, Rio Waida, Dylan Moffat, Morgan Cibilic, Imaikalani deVault, Michael Rodrigues, Zeke Lau, Vasco Ribeiro, Mateus Herdy, Tim Bisso, Alejo Muniz, Billy Stairmand e Mateus Navarro

    Surfistas que passaram sempre a ronda 2

    Leo Fioravanti, Dylan Moffat e Michael Rodrigues

    Bem diferente é o cenário feminino. Primeiro porque há metade das vagas e depois porque o nível parece muito mais assimétrico no topo do ranking, fruto de uma das melhores gerações que há memória no surf mundial e que no ano passado já provou isso neste mesmo circuito. Vencer uma das oito etapas pode não significar nada para garantir o top 5. É aí que a regularidade se torna ainda mais importante.

    Aqui, há quatro nomes que superaram sempre as duas primeiras rondas, o que significam que chegaram sempre aos oitavos-de-final, que já é uma fase woman-on-woman. À líder do ranking Caitlin Simmers, que já venceu uma etapa e tem com pior resultado um 5.º posto, estando praticamente à beira da qualificação, juntam-se ainda as australianas Nikki Van Dijk, Sophie McCulloch e Macy Callaghan. Van Dijk e Callaghan ambas dentro do top 5 e McCulloch no 8.º posto. Coincidências? Não.

    As outras duas surfistas no top 5 são Molly Picklum, que acabou de vencer a prova de Ballito, e Teresa Bonvalot, campeã em Sydney, sendo que ambas passaram sempre a ronda inaugural. A partir do meio da temporada essas derrotas precoces ganham mais margem, porque das oito etapas todos os surfistas podem descartar os três piores resultados. Ainda assim, é bom que as reais candidatas percebam a importância de se ser regular num circuito extremamente competitivo e onde existem quase 20 candidatas para somente 5 vagas. Ou 4, se considerarmos que a pequena Caity Simmers já está embalada para nova qualificação nas Challenger Series.

    Surfistas que passaram sempre a ronda 1

    Caitlin Simmers, Nikki van Dijk, Luana Silva, Teresa Bonvalot, Molly Picklum, Sophie McCulloch, Macy Callaghan, Kirra Pinkerton, Sarah Baum, Zoe McDougall e Vahine Fierro

    Surfistas que passaram sempre a ronda 2

    Caitlin Simmers, Nikki van Dijk, Sophie McCulloch e Macy Callaghan

     

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