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  • Fintou a morte em janeiro e dá cartas na luta pelo CT em Julho
    06 julho 2022
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  • Em Ballito foi o primeiro a conseguir superar a barreira dos 9 pontos, a caminho da ronda 3.
  • Os fãs do surf mundial habituaram-se a ouvir falar desde há muito tempo de Eli Hanneman. O pequeno surfista havaiano, natural de Maui e que prometia ser um dos maiores prodígios do surf mundial. Os anos foram passando, com Hanneman a tardar em explodir entre os mais velhos. O ano de 2022 não começou da melhor forma para quem procurar inverter o rumo da carreira competitiva, enquanto continuava a extrapolar limites no free surf. Um wipeout em Pipeline quase lhe roubou a vida e atirou em estado grave para o hospital. Foi o ponto de viragem da carreira do jovem surfista havaiano, de 19 anos, que seis meses depois começa a chegar-se à frente na luta pelo acesso ao CT.

    Em Ballito, Hanneman está a ser um dos destaques da prova, graças ao seu surf progressivo, que o fazem voar com a facilidade com que o comum dos mortais transpira perante estes dias tórridos que estão a chegar. Autor da primeira nota acima de 9 pontos na prova sul-africana, o pequeno Eli foi o grande destaque do dia 3 em Ballito e já está entre os 24 melhores surfistas. Algo novo na temporada, depois de duas derrotas de primeira na temporada australiana.

    O primeiro sinal de que o rumo estava para mudar aconteceu há poucas semanas, durante o QS1000 de Ala Moana Bowls. Foi o primeiro QS que fez desde 2020, quando foi finalista vencido em Rangiroa, no Taiti. Dias antes, o lançamento do clip North fazia prever o regresso à normalidade. As derrotas frustrantes na Austrália ficavam para trás das costas e, nem a forte concorrência, o impediram de sair vencedor do primeiro QS regional havaiano da temporada 2022/23.

    Foi um festival de surf, com tubos à mistura, mas também muitos aéreos, como só ele sabe dar. Na final despachou os três adversários que teve pela frente com um score de 18,25 pontos, com duas ondas na casa dos 9 pontos. Foi esse ritmo de excelência que trouxe até Ballito, onde dominou uma bateria em que atirou para casa o australiano Ryan Callinan e o norte-americano Michael Dunphy, com o peruano Lucca Mesinas em segundo, a larga distância.

    O Ballito Pro é já o melhor registo do jovem prodígio havaiano nas Challenger Series, depois de na temporada passada nunca ter passado da ronda 2 nos quatro eventos disputados. Pelo meio de uma carreira que parecia começar a desvanecer em termos competitivo, houve o tal wipeout que o atirou 12 dias para o hospital. Sofreu lacerações no pâncreas e levou 12 pontos na cabeça, além dos problemas posteriores no estômago. Algo que já faz parte do passado. Isto porque o presente está a mostrar um Eli Hanneman mais forte que nunca em competição.

     

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