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  • Jack Robinson quebrou seca australiana. Desde 2016 que não havia triunfos 'aussie' consecutivos no CT masculino
    09 junho 2022
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  • Numa altura em que se fala do regresso à ribalta do surf australiano no CT, depois de um punhado de anos difíceis, eis mais um sinal da retoma evidenciada.
  • Realizadas nas ondas de Margaret River e G-Land, as duas últimas etapas do Championship Tour (CT) no setor masculino tiveram o mesmo surfista a gritar vitória. Essa proeza, coube ao endiabrado Jack Robinson. 

    Estreante no CT em 2021, Jack começa a justificar os altos voos que muitos anteviam quando foi consumada a sua chegada à divisão máxima do surf mundial. Tanto em Margaret como na idílica G-Land, Robinson não deu hipóteses à feroz concorrência e mostrou que quer atacar o título mundial já neste ano de 2022.

    Para já, ocupa o segundo posto do ranking mundial, a apenas 80 pontos do líder Filipe Toledo, mostrando que está bem encaminhado para marcar presença na finalíssima de Trestles, onde tudo será decidido.

    Para além de ter alcançado a segunda e terceira vitórias na sua carreira no CT, a estreia aconteceu em agosto do ano em passado em Barra de la Cruz, os triunfos de Robo encerram em si um outro facto curioso e que mostra bem o período conturbado que o surf australiano atravessou nos últimos tempos. 

    Numa altura em que se fala do regresso à ribalta do surf 'aussie' no CT, depois de um punhado de anos agoniantes, esta foi a primeira vez que o país dos cangurus venceu duas etapas consecutivas no CT masculino desde 2016. Nos últimos tempos e suportado pela célebre 'Brazilian Storm' (tempestade brasileira), o Brasil é a nação que mais vezes tem feito esse brilharete. 

    Por acaso, nesta campanha ainda não conseguiu tal façanha, mas por exemplo em 2021 o país irmão varreu a perna australiana com quatro triunfos em outras tantas etapas disputadas.

    Voltando ao surf 'aussie', as últimas duas vitórias consecutivas no CT aconteceram no início de época de 2016. Há meia dúzia de anos. Curiosamente, tal façanha foi conseguida por um único competidor. Não foram Joel Parkinson, Mick Fanning, Owen Wright, nem tão pouco Julian Wilson.

    Nessa altura quem brilhou foi Matt Wilkinson (!), que triunfou na Gold Coast e em Bells Beach. Surfista do CT entre 2010 e 2018, Wilko teve naquele ano um arranque de nota 10. Ali, surpreendeu tudo e todos ao brilhar em casa. Tornou-se inesperadamente número um mundial numa temporada em que viria a fechar no quinto posto do ranking. Lugar que viria a replicar no ano seguinte, mas aí já só com uma vitória em etapas (Cloudbreak). Depois, veio a saída do CT no fim da temporada de 2018.

    Ainda no que toca a vitórias sucessivas por parte da Austrália no CT masculino, se quisermos encontrar algo semelhante ao que fizeram Matt Wilkinson e mais recentemente Jack Robinson é preciso ir até 2013. Aí, o surf aussie estava em altas. Após a glória de Joel Parkinson em 2012, estávamos no ano em que Mick Fanning viria a conquistar o seu terceiro e último título mundial. 

    Nessa temporada, a Austrália conseguiu encadear cinco vitórias consecutivas num calendário composto por 10 etapas. De Keramas a Teahupoo, passando por Trestles, Hossegor e os nossos Supertubos, tivemos sempre vitória australiana e sem ninguém bisar, o que é bem elucidativo do poderio 'aussie' à época. Mandavam na coisa. Para a história ficam os triunfos de Joel Parkinson, Ace Buchan, Taj Burrow, Mick Fanning e Kai Otton, que em Peniche saboreou a vitória pela primeira e única vez no CT. Esta impressionante sequência vitoriosa acabou em Pipeline através de Kelly Slater, quem mais poderia ser...

    Curiosidades em torno de uma das grandes potências do surf mundial, que tem vindo a dar sinais de estar a ressurgir. Agora, fica a pergunta de um milhão de dólares: Em 2022, teremos campeão mundial australiano pela primeira vez desde 2013?

     

     

     

     

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