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  • Vasco Ribeiro é o resistente português na Gold Coast
    10 maio 2022
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  • Australiano Sheldon Simkus vai ser o próximo adversário do surfista português.
  • Jornada decisiva em Snapper Rocks, esta terça-feira, com a ação a avançar já até às fases man-on-man e com Vasco Ribeiro a ser o único português a resistir em prova para as rondas finais. O campeão nacional está já nos oitavos-de-final da prova masculina, qualificando-se para o dia final do evento australiano, enquanto do lado feminino Yolanda Hopkins despediu-se na 9.ª posição final e Teresa Bonvalot no 17.º posto.

    A ação retomou na Gold Coast com o mar mais mexido e complicado em relação aos dias anteriores e na segunda bateria do dia esteve em ação Teresa Bonvalot. A portuguesa teve um arranque lento na bateria, mas depois até fez a melhor onda de todas, com 6,60 pontos. Contudo, a falta de um backup médio acabou por ditar a eliminação por somente 0,17 pontos. Teresa fez um total de 9,93 pontos, superando os 7,79 da japonesa Amuro Tsuzuki, mas ficando atrás dos 10,10 da australiana Kobie Enright e dos 12,27 de Molly Picklum.

    Com Teresa a despedir-se de prova no 17.º posto final, depois de uma derrota escassa e inglória, as esperanças nacionais recaiam sobre Yolanda Hopkins, que competia no oitavo e último heat da ronda 2. E a surfista algarvia correspondeu às expectativas, num heat em que se destacou com uma onda de 7 pontos. Yolanda venceu a bateria com 10,57 pontos, deixando a australiana Zahli Kelly (9,17) na segunda posição. Pelo caminho ficou a australiana Isabella Nichols, surfista da elite mundial que venceu a última etapa do CT, em Margaret River, e ainda a havaiana Brianna Cope.

    Logo após o triunfo de Yolanda, a ação seguiu para a ronda 3 masculina, onde Vasco Ribeiro esteve em ação no primeiro heat. O campeão nacional teve uma entrada forte e garantiu rapidamente a liderança da bateria, fazendo o score final logo nas duas primeiras ondas, com um total de 13,50 pontos. A fazer uma competição de menos a mais, melhorando as suas performances à medida que a prova avança, Vasco nunca chegou a ser incomodado pelos adversários, com o havaiano Ian Gentil e levar a melhor na luta pelo 2.º posto e a deixar pelo caminho o brasileiro e top mundial Jadson Andre.

    Um triunfo que valeu a Vasco Ribeiro a passagem aos oitavos-de-final, chegando, assim, à fase man-on-man. Na próxima fase Vasco vai medir forças com o australiano e local de Snapper Rocks Sheldon Simkus, um surfista que já enfrentou na ronda inaugural. Simkus pode ter o fator local a seu favor, mas Ribeiro tem mais experiência internacional e andamento neste tipo de provas. Caso consiga avançar para a fase seguinte, o surfista português defronta o vencedor da bateria entre o norte-americano Conner Coffin e o havaiano Ian Gentil.

    Para já, Vasco Ribeiro já garantiu o 9.º posto, um resultado forte para começar a temporada e que conta, num circuito em que há 10 vagas em disputa. Contudo, caso avance ainda mais em prova, Vasco começa a cimentar uma boa posição no ranking, tendo em vista a qualificação para o CT 2023. Isto numa altura em que, ao contrário do lado feminino, onde só há cinco vagas, o draw até parece bem acessível. Já sem qualquer brasileiro em prova, o destaque vai para a presença de oito surfistas entre os 16 ainda em prova que fazem ou já fizeram parte da elite mundial, como Julian Wilson, Morgan Cibilic ou Callum Robson. Contudo, cinco deles estão na segunda metade do quadro.

    Para finalizar uma longa jornada a prova feminina regressou à água para os oitavos-de-final e no sistema de overlaping heats, com Yolanda Hopkins a enfrentar a havaiana e rookie do CT Bettylou Sakura Johnson deste ano na oitava e última bateria da ronda. Depois de um começo calmo, a havaiana disparou com uma grande performance e a portuguesa não conseguiu encontrar-se com o mar para responder à altura. O desfecho foi um triunfo por combinação, com Bettylou, que foi um dos grandes destaques deste circuito no ano passado, a vencer com 15,73 pontos, contra 7,87.

    Um 9.º posto final que acaba por saber a pouco para Yolanda, em virtude da muita competitividade do circuito feminino. A composição dos quartos-de-final femininos dá para perceber bem o nível e a dificuldade que as surfistas portuguesas têm pela frente na luta pela qualificação. Todas as oito surfistas ainda em prova têm ligação ao circuito mundial: Gabriela Bryan e Tyler Wright são atuais top mundiais e só estão em Snapper Rocks como “intrusas”. Sally Fitzgibbons, Molly Picklum, Bronte Macaulay e Bettylou Sakura Johnson caíram do CT neste recente cut; Nikki van Dijk já foi top mundial no passado e Caitlin Simmers qualificou-se por este circuito no ano passado, mas acabou por abdicar da vaga devido à sua juventude. Ainda assim, a prestação de Yolanda não deixa de ser uma boa indicação para as etapas que se seguem, com Sydney a receber a segunda etapa destas Challenger Series já a partir de 17 de Maio.

     

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