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  • Teresa Bonvalot: 'A beleza do surf é que não existem limites. Tem é de haver empenho e mentalidade para evoluir'
    11 abril 2022
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  • Liberta de qualquer pressão em termos de resultados a obter, Teresa diz que abordou o QS da Caparica como "modo de treino" sempre tendo em vista tornar-se numa competidora "mais consistente" e "mais competente".
  • No QS regional europeu de 2021/2022 só deu Teresa Bonvalot no setor feminino. Nas três etapas que foram completas, Teresa gritou vitória em todos esses campeonatos. 

    Um monólogo que culminou na conquista do título europeu da World Surf League (WSL) e na importante qualificação para o circuito Challenger Series 2022, a começar já em maio e onde Bonvalot vai lutar pelo apuramento para o Championship Tour do próximo ano.

    O último capítulo desta incrível sequência vitoriosa foi escrito na Costa de Caparica, onde a surfista lusa revalidou o título de campeã do Caparica Surf Fest.

    Após a quarta vitória da carreira num evento QS, a surfista de 22 anos mostrava-se muito satisfeita com o que alcançou nas ondas da Praia do Tarquínio-Paraíso pelo segundo ano consecutivo.

    "Foi um campeonato incrível. Estou muito contente por sair daqui com a vitória. Agora que venha o circuito Challenger Series e consequente arranque na Austrália. Estou mais do que motivada para esse desafio. Vou atrás de algo que era um sonho quando comecei a surfar, mas que depois virou um objetivo e que há de chegar a seu tempo. Até lá é trabalhar, dar o meu melhor, tentar elevar a fasquia e continuar a competir, que é aquilo que adoro", começou por dizer Teresinha aos jornalistas presentes, isto já depois de ter saído da água levada em ombros, como manda a tradição.

    Já com tudo resolvido por antecipação em termos de contas no QS regional europeu, Teresa Bonvalot diz que abordou o QS da Caparica como "modo de treino" sempre tendo em vista tornar-se numa competidora "mais consistente" e "mais competente".

    Apesar de estar numa incrível sequência de triunfos nas provas do QS continental ao qual também se junta a histórica participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020 e o terceiro lugar alcançado no Mundial ISA de El Salvador, Teresa recusa embandeirar em arco todo este percurso de excelência na modalidade que ama.

    "Acredito que normalmente perdemos muito mais do que ganhamos. Saio daqui com uma vitória, mas também com muita aprendizagem acumulada. O facto de ter vencido não significa que tudo tenha corrido bem. Nestas vitórias é preciso ter essa noção e pegar nas coisas em que é possível fazer melhor. Tudo para que na próxima oportunidade possa encaixar uma outra manobra e com isso obter uma melhor pontuação. A beleza do surf é que não existem limites. Desde que tenhamos empenho e mentalidade conseguimos evoluir bastante", explicou. 

    Por isso mesmo, a três vezes campeã nacional Open continua a não querer falar deste como o melhor momento da sua carreira.

    "Não sei se estou a atravessar a melhor fase. Se formos a ver no papel, claramente que não estou num mau momento. Como já disse, tudo isto é o resultado do trabalho e dedicação que tenho ao surf. Porém, não quer dizer que esteja a surfar mais do que anteriormente ou que tenha mudado muitas coisas. Tanto que as pessoas com quem trabalho estão comigo de há dois anos a esta parte. Acho que isto é um trabalho contínuo e longo. Não é de um momento para o outro que uma competidora começa a surfar bem. É a dedicação que metemos todos os dias e os treinos que fazem o surfista crescer", explicou a bicampeã do Caparica Surf Fest. 

     

     

     

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