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  • Keala Kennelly, uma big rider “quarentona” a caminho das Challenger Series
    19 abril 2022
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  • Kennelly beneficiou de um circuito regional havaiano que contou com apenas uma etapa. E logo numa das ondas mais pesadas do planeta…
  • Keala Kennelly é, aos 43 anos, um dos maiores nomes do Mundo do surf de Ondas Grandes. Uma verdadeira revolucionária que puxou os limites da igualdade de género e ombreou com homens pelas maiores ondas nos maiores swells um pouco por toda a parte, desde o “seu” Havai até palcos como Teahupoo. Vencedores de múltiplos campeonatos e prémios de Ondas Grandes, a atirada surfista havaiana, que deixou o circuito mundial em 2007 em busca de mais adrenalina e ação noutro tipo de ondas, está, agora, praticamente 15 anos depois, na luta pelo regresso à elite do surf mundial. Algo que aconteceu quase por acidente.

    A pandemia obrigou a WSL e cada região a tentar ao máximo remediar os seus circuitos e durante o último ano poucos foram os continentes que conseguiram montar uma qualificação digna desse nome. Se na Europa existiram cinco campeonatos a contar para a qualificação para as Challenger Series, a verdade é que existiram regiões apenas com um evento para determinar as vagas de acesso às Challenger Series 2022. Ora, o Havai foi um desses exemplos.

    Para tornar esta situação ainda mais especial, o único evento realizado na região havaiana aconteceu em Pipeline, uma das ondas mais perigosas do planeta e ainda pouco surfada por mulheres – só esta temporada é que o circuito mundial feminino teve a primeira etapa lá de início ao fim. Uma situação insólita que acabou por premiar surfistas que dominam tecnicamente os tubos de Pipe. E poucas o fazem como Kennelly, que ficou no 7.º posto.

    Ora, se não fosse já pouco justo definir sete vagas masculinas e seis femininas com base apenas num evento e disputado numa onda tão específica como Pipeline, essa prova ainda contou com inúmeros surfistas pertencentes à elite mundial. Falamos do HIC Pipe Pro, realizado em Dezembro passado, na data que pertencia à antiga etapa inaugural do CT, e que recebeu nomes como John John Florence, Carissa Moore, Courtney Conlogue, Gabriela Bryan, Luana Coelho Silva ou Brisa Hennessy. Muitos deles já a prepararem a primeira etapa do CT 2022, precisamente em Pipeline.

    Isto acabou por desvirtuar um pouco as contas do ranking. Do lado masculino o campeão regional foi John John Florence, vencedor dessa prova, mas que não entra nestas contas das Challenger Series, pois tem entrada direta em virtude de ser membro da elite mundial. Já do lado feminino o triunfo foi para Moana Wong, que semanas depois foi wildcard da etapa do CT e acabou por vencê-la também de forma surpreendente.

    Se Moana se apresenta na primeira etapa das Challenger Series, já no início de Maio, na Gold Coast, Austrália, de pleno direito, como campeã regional havaiana, o resto dos surfistas apurados já foram quase “escavados” no ranking. É esse o caso de Kennelly, que terá aceitado a vaga e surge na lista de inscritos das primeiras etapas das Challenger Series 2022 como a top seed número 4 da região havaiana, já depois de Moana, Briana Cope e Zoe McDougall. A elas ainda se juntam Keala Tomoda-Bannert e a ex-top mundial Coco Ho.

    Já do lado masculino o primeiro surfista elegível do ranking era o irmão de John John Florence, Ivan, que foi terceiro nessa prova de Pipeline. Contudo, Ivan Florence terá rejeitado a vaga, pois não surge na lista de inscritos das provas das Challenger Series. Assim, os surfistas qualificados foram Kainehe Hunt (4.º no HIC Pipe Pro), Brodi Sale, Elijah Hanneman, Kalani David, Makai Burdine, Ian Gentil, Koa Smith e ainda Josh Moniz, que recebeu uma vaga de convidado, depois de no ano passado ter sofrido um acidente a surfar em Portugal que quase lhe roubou a mobilidade. Isto para azar de Kala Grace, que, tal como Gentil ou Koa Smith, terminou o HIC Pipe Pro no 9.º posto, mas perdeu no critério de desempate com os outros dois.

    Foi, assim, quase por milagre, que Keala Kennelly integrou o lote de 64 surfistas que a partir de Maio vão iniciar a disputa pelas seis vagas para o CT feminino de 2023 que saem destas Challenger Series. Por lá, também estão as portuguesas Teresa Bonvalot, Mafalda Lopes, Kika Veselko e Yolanda Hopkins, esta última com entrada garantida, para já, apenas nas duas primeiras das oito etapas que compõem o circuito. E quem sabe se não se irão cruzar com a experiente big rider, que será a surfista mais velha em prova – do lado masculino, Kelly Slater, do alto dos seus 50 anos, embora faça parte do CT inscreveu-se na etapa inaugural.

     

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