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  • Sete quarentões que ainda disputam o WQS
    22 março 2022
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  • Em 2022 continuam aí para as curvas a enfrentar as gerações mais novas…
  • A recente criação do circuito Challenger Series por parte da WSL veio oferecer uma nova realidade ao circuito WQS, que passou a estar ainda mais divido por regiões, e também às centenas de surfistas espalhados por todo o Mundo que sonham um dia chegar à elite mundial. Uma mudança que visava reduzir custos das jovens esperanças do surf mundial, permitindo, assim, tornar as carreiras profissionais mais viáveis. Contudo, nem só os mais jovens beneficiam desta novo modelo.

    Com muito mais vagas em jogo e com menos surfistas “extra regionais” a dirigirem-se aos campeonatos dos mais variados continentes, surfista da “velha guarda” também aproveitam para continuar a alimentar o sonho da competição. Quase todas as regiões têm os seus “quarentões” que, aqui e ali, vão dando lições de que quem sabe nunca esquece. Alguns deles já fizeram mesmo parte do circuito mundial. Outros nunca pararam de lutar na “selva” do WQS, provando que a esperança é a última a morrer.

    Até Portugal tem um desses casos, com o tetracampeão nacional Ruben Gonzalez a manter-se no ativo em termos internacionais ano após ano. Alías, Ruben está inscrito nos QS3000 da Caparica e Santa Cruz, que se disputam no início de Abril, preparando-se para mais uma temporada a desafiar-se frente à nova geração do surf europeu. Em baixo vamos enumerar sete casos internacionais de “quarentões” que ainda competem no QS. Uns mais famosos que outros, mas todos com ainda muito “combustível” para oferecer.  

    Masatoshi Ohno – Foi considerado o melhor surfista japonês da sua geração e durante a década passada o seu nome era presença assídua entre o top 100 mundial. Nos últimos anos passou a competir com menos frequência no WQS e passou a assumir o cargo de Team Manager da seleção japonesa, estando presente em Tóquio’2020. Mas nem por isso deixou de gostar de vestir a licra. Atualmente com 40 anos, Ohno já competiu este ano no Asia Open, único QS que serviu de apuramento aos japoneses para as Challenger Series.

    Heather Clark – A top 3 mundial em 2003 já é quase uma “cinquentona”. No currículo conta com uma larga passagem pelo CT, na primeira década deste século, altura em que também venceu uma Triple Crown feminina. Mas Clark regressou recentemente à competição no QS e até fez um grande resultado, com um 3.º posto no QS de Ballito, em dezembro passado. Algo que a colocou em posição de qualificação para as Challenger Series deste ano, embora tenha optado por não participar nas restantes etapas da qualificação sul-africana, disputadas já em 2022.

    Glenn Hall – O antigo top mundial que representou a Irlanda ao mais alto nível até 2015 aproveitou a “reforma” do CT para se transformar num dos mais respeitados e ganhadores treinadores de estrelas da elite mundial. Contudo, aos 40 anos, Hall nunca perde uma boa oportunidade de voltar a competir. Foi o que aconteceu já este ano e no ano passado no QS de Avoca Beach.

    Takayuki Wakita – Foi um dos nipónicos pioneiros do North Shore de Oahu e, apesar da veterania, continua a ser dos japoneses mais respeitados no surf havaiano. Presença constante em todos os swells e tube rider de eleição, Wakita, pai da sensação do surf nipónico Sara Wakita, ainda compete e dá muito trabalho aos mais novos, sobretudo nos históricos campeonatos havaianos do QS. Na última década não falhou qualquer ano, tal como aconteceu no inverno passado, no HIC Pipe Pro. E, mesmo já estando na casa dos 50, assim haverá de continuar a ser nos próximos anos.

    Keala Kennelly – Outra havaiana e também ela veterana. Antiga top mundial, Kennelly foi-se distinguindo mais nos últimos tempos nos campeonatos de Ondas Grandes e na procurar por grandes ondulações. É uma das mais reputadas big riders mundiais, mas, aos 43 anos, nem por isso perde o apetite de entrar em cena de prancha mias curta, sobretudo para competir em “casa”. No inverno passado voltou a fazê-lo no WQS. Em Pipeline, claro está.

    Nathan Yeomans – Aos 40 anos, Yeomans é o membro desta lista mais competitivo para as novas gerações. Apesar de ter abrandando um pouco no pós-pandemia, o surfista norte-americano ainda tem entrando em alguns QS, tal como fez este ano em Pismo Beach. Em 2018 ainda vencida campeonatos, mantendo-se perto do top 100 mundial, mas já na ressaca da melhor fase da carreira. Em 2015 bateu à porta do CT, terminando o ano como top 20, depois de várias épocas sempre entre os melhores da sua região.

    Raoni Monteiro – A pouco mais de um mês de entrar nos 40 anos, Raoni Monteiro ainda se mantém bem ativo. Em 2021 competiu no QS regional sul-americano, com um 5.º lugar lugar que atesta que quem sabe nunca esquece. E para a temporada 2022/23 já está inscrito em mais eventos. Antigo top mundial e considerado uma grande promessa do surf brasileiro na sua juventude, Raoni viveu dias complicados, chegando a ser suspenso pela WSL. Depois de três anos afastado, regressou em grande com um triunfo em 2017 em Cloud 9. E continua aí para as curvas, disposto a continuar a trilhar o seu caminho.

     

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