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  • Kikas parte para Bells Beach com o cut na mira
    09 março 2022
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  • Surfistas vão descartar o pior dos cinco resultados obtidos até Margaret River.
  • Cumpridas que estão três etapas no CT 2022 é horas já de fazer muitas contas. Isto porque esta temporada estreia o novo cut a meio do top, onde do top 34 mundial, apenas 22 surfistas (mais 2 wildcards) prosseguem para a segunda metade do ano na disputa do título e com a qualificação para o circuito de 2023 já garantida. Frederico Morais é um dos surfistas que estão nesta luta particular.

    Depois de ter terminado no top 10 em 2021, naquele que foi o melhor resultado de sempre de um surfista português na elite mundial, Kikas não conseguiu uma entrada forte na nova temporada. Em Pipeline foi travado na ronda 3. E na prova seguinte, em Sunset, também no Havai, onde era apontado como um dos favoritos, acabou por cair novamente na mesma fase, depois de uma derrota difícil de explicar frente a Jadson Andre.

    Com as contas complicadas, Frederico chegou a Portugal com a necessidade de um resultado melhor. Apesar de não ter sido brilhante, em Supertubos Kikas já avançou mais uma ronda, chegando aos oitavos-de-final, onde foi derrotado pelo novo líder mundial. Tudo somado, o surfista português melhorou a sua situação no ranking, ainda que não tenha sido suficiente para entrar no cut.

    Morais ocupa atualmente o 23.º posto do ranking, liderando um grupo onde também estão o italiano Leo Fioravanti, o brasileiro João Chianca e o australiano Jackson Baker, os dois últimos rookies da presente temporada. A explicação para Frederico surgir na frente deste grupo, prende-se com o resultado obtido no ano passado.

    Logo acima do cut está um grupo de cinco surfistas, composto pelo rookie peruano Lucca Mesinas, pelo rookie brasileiro Samuel Pupo, pelo havaiano Zeke Lau, pelo australiano Jack Robinson e pelo norte-americano Conner Coffin. Todos com 7405 pontos, ou seja, com mais 1425 pontos que o português.

    Esta diferença pode ser facilmente esbatida com uma passagem aos oitavos-de-final, que dá mais 1990 pontos que uma derrota na ronda 3. É este o mote para Frederico na perna australiana, que acontece em Abril e leva a elite mundial a competir primeiro em Bells Beach, em Victoria, e depois em Margaret River, no Oeste australiano.

    Pelo meio haverá um pormenor importante que algumas pessoas se têm esquecido: nas contas do cutI, segundo o que a WSL anunciou, apenas contarão os quatro melhores resultados de cada surfista, havendo um descarte. Ou seja, há ainda margem de manobra para um percalço numa das próximas etapas, desde que na outra isso seja recompensado com um resultado forte.

    Será em Bells que Kikas jogará uma grande cartada para prosseguir na elite mundial na segunda metade de 2022, em vez de cair para as Challenger Series em busca da requalificação. Isto porque nas duas vezes que lá competiu, em 2017 e 2018, Frederico chegou em ambas as ocasiões aos quartos-de-final. Na primeira delas foi travado por Caio Ibelli e na segunda por Gabriel Medina.

    As famosas direitas de Bells vão ser o palco ideal para Kikas colocar em prática o seu power surf e os seus carves de frontside marca registada. Uma passagem aos oitavos-de-final já pode ajudá-lo a subir no ranking para dentro do cut, embora possa ser curto para ficar garantido. Uma passagem aos quartos-de-final deverá ser suficiente para chegar à quinta etapa sem a pressão das contas.

    O historial em Margaret River já não é tão famoso como em Bells. Isto porque perdeu sempre de primeiras nas três primeiras ocasiões em que lá competiu a contar para o CT. Só no ano passado conseguiu quebrar esse enguiço, acabando por conseguir chegar aos oitavos-de-final. Ainda assim, o histórico recomenda a jogar tudo em Bells Beach. Até porque em Margaret nunca se sabe qual será o pico do campeonato. E um dia pesado em The Box pode não ser favorável para o surfista português.

    No próximo mês tudo se vai decidir. Com uma grande possibilidade de haver vários surfistas a terminarem empatados, uma vez que apenas quatro resultados contam. Aí, o 10.º posto de Kikas no ano passado até poderá vir a ser útil numa situação limite.

    Quantos aos wildcards, certamente não serão para os surfistas que se seguem no ranking após o cut. Isto porque há vários surfistas lesionados que ainda nem competiram este ano. Yago Dora e Liam O’Brien podem ser mais candidatos que Carlos Muñoz, que competiu em Pipe. Mas depois há ainda um possível regresso de Medina, que a WSL terá interesse em salvaguardar.

     

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