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  • O rookie do ano em 2021 entrou em 2022 a fazer o que nunca tinha feito
    02 fevereiro 2022
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  • O ano passado, este local de Merewether Beach esteve nas bocas do mundo graças a uma ascensão meteórica no CT. Por isso, havia expectativas elevadas para o que poderia fazer nos tubos do Billabong Pro Pipeline. No entanto, tudo ruiu com um verdadeiro 'shocker'.
  • Devido à pandemia, a temporada de 2021 do Championship Tour (CT) foi diferente do habitual, tendo um menor número de provas realizadas. Ainda assim, os tops mundiais viveram um ano com muito para escrever e contar.

    Uma das grandes histórias do filme do ano passado teve Morgan Cibilic como ator principal. Rookie no circuito mundial, Morgan teve uma ascensão meteórica no seio da elite. Contra todas as expectativas, tomou as rédeas do surf australiano numa fase em que este encontra-se longe dos dias gloriosos do passado e numa importante transformação geracional.

    Aproveitando da melhor forma o fator casa na longa perna 'aussie', composta por quatro etapas, Cibilic deu de imediato nas vistas ao derrotar por duas vezes consecutivas John John Florence, um dos topos de gama do surf mundial. Quantos surfistas à face da Terra podem gabar-se de tamanha façanha? A primeira vitória aconteceu em Merewether Beach, praia da qual é local, e depois repetiu a receita em Narrabeen. E assim apresentou-se ao surf mundial.

    Ainda na Austrália, fez a sua primeira final no CT na exótica Rottnest Island. Na terra do quokka foi derrotado por Gabriel Medina, o surfista que derrotou a nova coqueluche do surf australiano por quatro vezes nas cinco primeiras etapas de 2021.

    O estrondoso sucesso obtido dentro de portas serviu de base a uma temporada em que Morgan Cibilic colheu os devidos méritos no fim do percurso. Foi quinto classificado no ranking mundial masculino, com direito a participar na discussão do título mundial em Trestles, e ganhou a sempre importante distinção de rookie do ano.

    Porventura, poucos seriam aqueles que vaticinariam um ano tão redondo para este estreante, mas a verdade é que aconteceu. Por isso, havia legítimas expectativas sobre aquilo que Morgan Cibilic poderia fazer neste início de temporada em Pipeline. Com maior experiência acumulada nestas andanças, teria uma entrada fulgurante em 2022?

    Puro engano. O aguerrido surfista australiano teve um arranque em falso no CT 2022 ao protagonizar uma das primeiras desilusões do ano. Pela primeira vez na sua carreira enquanto surfista do circuito mundial, Morgan perdeu de primeira. Um verdadeiro 'shocker' como se diz na gíria. Nos heats surfados em Pipe não deu com a tecla e a melhor onda que fez teve apenas 3,67 pts. Elucidativo do porquê desta fugaz passagem pelo Billabong Pro Pipeline. Nunca se encontrou com o mar e consigo mesmo. Isto num dia em que Pipeline esteve em modo gala.

    Um desempenho frustrante e que o próprio reconheceu através das redes sociais. "Tinha expectativas elevadas para Pipe e estava entusiasmado para apanhar algumas bombas. Não foi o meu campeonato e cometi alguns erros", analisou.

    Perante um início tão frouxo, urge fazer uma introspeção, limar arestas e ripostar já em Sunset Beach. O cinzento 33º posto em Pipeline deverá ser um resultado para descartar lá mais para a frente. Até porque uma nova derrota precoce no North Shore de Oahu fará soar os alarmes junto de Morgan Cibilic. É que no espaço de meio ano pode dar um grande trambolhão. Passar de um top cinco mundial para um hipotético cenário de queda do CT a meio da época por causa do cut. Depois de projetar altos voos para este jovem lobo, era só mais esta dor de cabeça que o surf australiano precisava de ter...

     

     

     

     

     

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