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  • Já lá vão 10 anos! O melhor heat da história em Supertubos (VÍDEO)
    01 março 2022
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  • Apesar de ter tido a melhor onda, Kai Otton perdeu a disputa para o surfista mais novo.
  • Outubro de 2011. Há pouco mais de 10 anos Peniche recebia uma etapa que ficaria para a história como a mais rápida e uma das melhores da história do World Tour. Foram praticamente dois dias e meio de tubos perfeitos sempre a rolar, com os melhores surfistas do Mundo a darem um espetáculo único e inesquecível. Entre os vários momentos para a posteridade ficou um heat especial, ainda no round 3. Aquela que foi, sem dúvida, a melhor bateria alguma vez realizada na etapa portuguesa.

    De um lado o jovem e rookie Julian Wilson, que vinha de um triunfo contundente da ronda inaugural, com mais de 17 pontos acumulados, numa altura em que Supertubos já mostrava todo o seu potencial. Do outro, o mais experiente Kai Otton, que teve de passar pela repescagem, onde derrotou Raoni Monteiro. Com a ronda ainda no início, Julian e Kai compunham a terceira bateria e não perderam tempo em começar um espetáculo memorável.

    Julian foi o primeiro a atacar e na segunda onda somou logo 9,43 pontos. Mas Kai Otton respondeu com um dos tubos mais longos que há memória em Supertubos. Uma longuíssima esquerda, de onde ninguém acreditava que o australiano saísse. Mas saiu e com direito a 9,97 pontos, com dois dos juízes a acordarem mais exigentes nesse dia, ficando-se ambos pelos 9,9 pontos que impediram o 10 perfeito.

    O duelo estava emotivo e Otton disparou na liderança, com 8,43 pontos, somando logo ali os 18,40 pontos com que acabaria o duelo. Por sua vez, Wilson foi atrás do prejuízo e conseguiu virar a bateria com uma onda de 9,70 pontos. Para se ter noção, num heat de verdadeira parada e resposta, ambos descartaram notas excelentes – Julian um 8,93, além de um trio de notas na cada dos 7 pontos, e Kai um 8,13.

    Destaque para a onda da reviravolta de Jules, que depois de um tubo que podemos considerar bem razoável, tendo em conta as condições que estavam, terminou a onda com um pequeno alley-oop. Hoje, muito provavelmente, não seria uma nota excelente - é bem provável até que se julgássemos o heat ao dia de hoje, muitos dariam o triunfo a Otton -, mas na altura era do mais progressivo que havia. Algo que demonstra bem a evolução que houve no surf progressivo e aéreo em termos mundiais.  

    Curiosamente, estes seriam os dois futuros campeões da etapa portuguesa, com Julian a vencer um desgostoso Gabriel Medina em 2012 e Otton a bater Nat Young na surpreendente final de 2013. Dois surfistas com muita história para contar em Peniche e que tiveram neste duelo o grande contacto com a perfeição de Supertubos.

    Um heat de sonho que no final da temporada foi distinguido com o prémio de heat do ano, na antiga cerimónia que a ASP fazia. Depois dessa bateria, a perfeição continuou a um ritmo intenso até ao dia final, sob o pôr do sol de uma terça-feira bem agradável em Peniche, onde Adriano De Souza acabou por ser o vencedor, depois de bater Kelly Slater na final. Momentos que quem viveu de perto dificilmente algum dia vai esquecer!

     

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