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  • Supertubos Super Ranking! Quem são os melhores da história em Peniche?
    28 fevereiro 2022
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  • Surfista com mais heats, vitórias e etapas é o mesmo, mas a melhor percentagem de vitórias é de outro surfista.
  • Já teve início a contagem decrescente para o MEO Pro Portugal, a etapa portuguesa do CT. Os melhores surfistas do Mundo já começaram a chegar ao nosso país, mostrando-se a postos para enfrentar, mais uma vez, os famosos Supertubos de Peniche. Este será o regresso da etapa, depois de uma ausência de dois anos devido à pandemia. Será a 12.ª edição, contando com a inaugural que teve designação The Search, mas será a primeira vez que se vai disputar em Março, ao invés de Outubro, como era habitual.

    Com o havaiano Barron Mamiya a chegar a Portugal na liderança surpreendente do ranking, uma vez que não pertence ao top 34 mundial mas aproveitou da melhor forma os wildcards recebidos no Havai, as expectativas são altas para a etapa que arranca já no próximo dia 3 de Março e cujo período de espera se estende até dia 13 do mesmo mês. Será à terceira que os favoritos assumem as rédeas do jogo? Ou as surpresas vão continuar a acontecer?

    Em 2022 destaque para a estreia de muitos nomes na etapa portuguesa. A grande maioria rookies deste ano. Os restantes estrearam-se em 2021, quando o circuito não passou por cá. Jake Marshall, Jackson Baker, Imaikalani deVault, Lucca Mesinas, Callum Robson, Jack Robinson, Joao Chianca, Barron Mamiya, Morgan Cibilic e Matthew McGillivray serão os surfistas que enfrentam Supertubos pela primeira vez nesta etapa. A eles juntam-se ainda os wildcards Afonso Antunes e Justin Becret.

    De fora ficam alguns tops 34 mundiais devido a lesão. A grande ausência acaba por ser a de Gabriel Medina, que ainda não competiu na presente temporada. O campeão mundial em título está a combater problemas de saúde mental e ainda não será em Peniche, onde já venceu numa ocasião, que irá regressar à ação. Yago Dora e os rookies Carlos Muñoz e Liam O’Brien também ficam de fora por lesão.  

    Quem serão, então, os favoritos? Com tanta surpresa que tem acontecido no arranque de temporada torna-se arriscado fazer prognósticos, mas os números e o histórico poderão dar-nos uma ajuda. Embora o surf seja dos desportos mais imprevisíveis do Mundo e esteja longe de ser matemático. Na tabela abaixo mostra-mos alguns dos dados que ajudam a perceber quem foi o surfista mais eficaz e letal ao longo do tempo, desde 2009 até 2019. Uma tabela que mostra o surfista com mais heats disputados e com mais vitórias. Mas como quantidade nem sempre significa qualidade, também fomos à procura da melhor percentagem de vitórias e melhor média de scores.

    Comecemos, dessa forma, pelas vitórias de etapas em Peniche. Em prova vão estar quatro antigos campeões da etapa portuguesa: John John Florence, Kelly Slater, Filipe Toledo e o bicampeão em título Italo Ferreira, que foi o primeiro surfista a vencer por duas vezes seguidas em Peniche. Antes dele apenas Mick Fanning tinha vencido esta etapa por duas vezes, embora não o tivesse feito de forma consecutiva. Além de Fanning, Kai Otton, Julian Wilson e Adriano de Souza, todos já retirados, também subiram ao lugar mais alto do pódio em Peniche. O outro vencedor em Portugal, já falámos nele e, apesar de ainda não se ter retirado, vai estar ausente. Nada mais, nada menos que Gabriel Medina.

    Além de introduzirmos na tabela todos os surfistas do CT e wildcards presentes na etapa deste ano já com historial em Supertubos, colocámos também estes nomes que já foram campeões da nossa etapa, para poder estabelecer uma comparação entre o presente e o passado. Quem também entra na contagem é o francês Michel Bourez, pois é o surfista recordista de presenças, tendo estado presente nas 11 edições já disputadas. Isso também justifica o facto de o francês ser um dos dois surfistas com mais heats disputados, igualado apenas por Jordy Smith, ambos com 42 heats. Entre os surfistas em prova, Jordy é o que tem mais presenças, com 10 etapas já realizadas em Peniche, seguindo-se Owen Wright e Kelly Slater, ambos com 9 presenças.

    Em relação à leitura dos dados da tabela, que até pode servir para se retirar alguma ajuda na hora de construírem as vossas equipas da Fantasy Surfer, por exemplo, é possível ver que entre os surfistas em prova, Jordy Smith é o que tem mais heats disputados (42), mas também o surfista que já venceu mais heats na etapa portuguesa, com 26 triunfos – mais 10 do que Bourez, com quem divide o recorde de heats. Neste capítulo, dos surfistas no ativo, John John Florence é o que mais se aproxima, com 21 triunfos, sendo o único a chegar às duas dezenas. Por enquanto... Se olharmos para os retirados/ausentes, Gabriel Medina e Julian Wilson, que tantas batalhas aqui travaram, têm ambos 23 triunfos.

    Mas quererá isso dizer que Jordy Smith foi o melhor surfista da história do MEO Pro Portugal? Analisando a percentagem de vitórias percebemos que o sul-africano é um dos melhores, mesmo sem nunca ter vencido a etapa – fez "apenas" três finais -, mas não é o melhor. Em termos percentuais o grande líder deste ranking é, curiosamente ou não, o bicampeão em título do evento e campeão olímpico Italo Ferreira. O surfista brasileiro apresenta números verdadeiramente estratosféricos, com um aproveitamento de 75%, ou seja, 18 triunfos em 24 heats disputados. Jordy é o segundo, com John John Florence em terceiro (61,76%). Se recuarmos aos outros nomes, Gabriel Medina (65,71%) e Mick Fanning (65,63%) são os que mais se aproximam, mas, ainda assim, a quase 10% de distância.

    Ora, se neste campo Italo afirma-se como o mais provável surfista a vencer heats em Supertubos, também no campo dos scores é ele quem mais pontua. Com uma média de 14,25, o surfista da Baía Formosa volta a dar “goleada” à concorrência. Do elenco atual é John John quem mais se aproxima, com uma média de 13,86 pontos. Destaque também para os 13,55 de Kelly Slater. Entre os retirados, encontramos o saudoso Mick Fanning com uma média de 13,87 pontos. Ou seja, apenas Italo consegue entrar na casa dos 14 pontos. Significa isso que irá chegar às rondas finais em Peniche este ano? Irá melhorar este registo ou piorar? As ondas também terão uma palavra a dizer já a partir de quinta-feira.

    Em relação aos surfistas portugueses, neste caso concreto a Frederico Morais, que faz parte do CT e que já competiu como wildcard, e também a Vasco Ribeiro, que vai para a quinta participação como wildcard, podemos vê-los a meio da tabela, situando-se ambos com uma média de scores acima de 10 pontos. Em termos de experiência Kikas leva a melhor, com 21 heats já disputados, contra 13 de Vasco, e 9 triunfos contra 5 – na percentagem Frederico está mais perto dos 50%, com 42,86% contra 38,46%. Ainda assim, apesar da vantagem de Kikas nesta tabela, até foi Vasco Ribeiro o surfista português a chegar mais longe nesta etapa, depois de ter sido 3.º classificado em 2015, no ano da sua estreia em Supertubos.

     

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