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  • Os últimos 5 inesperados lideres do ranking mundial
    07 fevereiro 2022
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  • Nenhum deles conseguiu estender a surpresa até final da temporada…
  • O triunfo épico de Moana Wong em Pipeline foi um marco histórico no arranque do CT. Há mais de uma década que uma wildcard não surpreendia as tops mundiais e Moana fê-lo com autoridade. Um triunfo que teve o condão de deixar a jovem havaiana na liderança do ranking mundial após a realização da primeira etapa do CT 2022.

    Uma situação que causa alguma surpresa, mas que reflete o facto de ainda estarmos numa fase prematura da temporada. Contudo, na história recente do surf mundial houve outros casos de surfistas que lideraram surpreendentemente o ranking mundial. Mesmo que não se tratassem de wildcards. E, obviamente, que a surpresa não durou muito tempo.

    Kolohe Andino – O eterno candidato ao título mundial que há mais de uma década procura lutar efetivamente por um título, mas sem sucesso, teve o seu último momento alto na temporada de 2019. Numa altura em que poucos já olhavam para o surfista californiano como um real candidato, eis que John John, que estava a dominar o circuito até aí, sofreu uma grave lesão no Brasil. Com os outros candidatos a terem um arranque de época muito irregular, acabou por ser Kolohe a assumir a licra amarela após um 3.º lugar em Teahupoo. Com dois terceiros e dois segundos lugares após seis etapas, Brother apresentava-se como o surfista menos irregular do ranking e muitos julgaram ser a sua oportunidade de ouro. Contudo, a resposta surgiu nas duas etapas seguintes, em que Andino não passou da ronda 3, voltando à terra. Ainda terminou no top 5, mas longe de ter sido um real candidato ao título.

    Matt Wilkinson – O ano de 2016 foi propício a uma das séries menos esperadas da história do surf mundial. Incapaz de largar a fama de boémio, Matt Wilkinso sempre foi um animador do CT, mais pelo que fazia fora de água do que lá dentro. Só que naquele início de temporada decidiu mudar e aplicar-se a sério. O talento estava lá e quando Wilko juntou disciplina acabou por colher os frutos. Se muitos ficaram surpreendidos com o triunfo na Gold Coast, mais foram os que ficarem estupefacto quando repetiu o sucesso em Bells Beach. A esses triunfos ainda juntou um 2.º posto em Fiji, o que lhe valeu a liderança ininterrupta do Tour até à sexta etapa, no Taiti. Aí perdeu na ronda 3 e largou definitivamente a liderança. Na segunda metade da temporada nunca conseguiu superar a ronda 3 e ainda terminou o ano no 6.º posto. Curiosamente, no ano seguinte repetiu a “graçola”, tendo liderado o circuito durante duas etapas, depois de vencer em Fiji. Mas assim que largou a liderança caiu novamente a pique, com um final de temporada para esquecer, que lhe rendeu apenas o 5.º posto. Em 2018 acabou por não se conseguir requalificar…

    Trent Munro – Estávamos em 2005 e o australiano Trent Munro, de 27 anos, já leva algumas temporadas de WCT sem grande brilhantismo. Mas nesse arranque de temporada mostrou querer andar perto do topo. Depois de um 3.º posto na Gold Coast, Munro aproveitou o deslize precoce de Mick Fanning em Bells Beach para vencer a etapa e assumir a liderança. Foi a segunda e última vitória da carreira no CT. Na etapa seguinte perdeu nos oitavos-de-final e foi caindo aos poucos no ranking com o avançar da temporada. Ainda assim, conseguiu terminar no 6.º posto do ranking, naquele que foi de longe a sua melhor temporada. Ele que vinha de três anos consecutivos fora do top 20 mundial.

    Dean Morrison – Com apenas 22 anos e com o rótulo de grande esperança do surf australiano, “Dingo” começava a invadir o Tour com os seus amigos e também “coolie kids” Joel Parkinson e Mick Fanning. Apesar do talento, Morrison nunca conseguiu chegar ao patamar de Fanning e Parko em termos de currículo. Contudo, no ano de 2003 a temporada abriu com a sua única vitória em etapas do CT. Ali mesmo em Snapper Rocks, na onda que os viu crescer, depois de bater na final Mark Occhilupo. Em Bells, na etapa seguinte, perdeu na ronda 3 e começou a ver o sonho esvanecer-se. Ainda assim, o triunfo em Snappers foi determinante para conseguir terminar a temporada no top 10 mundial, na primeira das três vezes que o conseguiu.

    Keala Kennelly – Atualmente uma das maiores big riders do surf mundial, no início do século Keala era uma competidora voraz. Sempre com apetência para os tubos e ondas mais pesadas, onde acabou por ir fazendo a diferença ao longo da carreira. Não é à toa que três das cinco etapas que venceu no CT tenham sido em Teahupoo. Contudo, no ano de 2003, além de vencer no Taiti, repetiu a dose nas Fiji. Uma feliz sequência para Kenelly que ao fim de quatro temporadas na elite mundial chegava à liderança do ranking e conseguia lutar pelo título. A surfista havaiana ainda manteve a liderança do circuito até à etapa final em Honolua Bay, mas acabaria ultrapassa no sprint final por Layne Beachley. No entanto, fica o registo das três etapas consecutivas em que esteve como número um mundial, deixando escapar um surpreendente título por escassos pontos.

     

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