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  • “A maior vitória da carreira” de Slater e a homenagem a Andy Irons
    06 fevereiro 2022
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  • KS segue para Sunset com a licra amarela de líder mundial e com 50 anos completados.
  • Foi um Kelly Slater muito emocionado aquele que subiu ao pódio, após fazer novamente história no surf mundial. Com as emoções à flor da pele e a lágrima quase a sair, o 11 vezes campeão mundial teve alguma dificuldade em articular as palavras que descrevessem o feito que tinha acabo de alcançar. Afinal, não é todos os dias que se vence uma etapa do circuito mundial de surf, a apenas seis dias de completar 50 anos.

    Foi a 56.ª vitória da carreira em etapas de CT e a oitava em Pipeline. São 30 anos a separar a primeira vitória em Pipe – e segunda da carreira – deste mais recente sucesso. Desde 2016 que Kelly não subia ao lugar mais alto do pódio no circuito mundial. As finais começam a já ser raras para a maior lenda do surf mundial, mas quando lá chega já não se dá ao luxo de desperdiçar a oportunidades. Tal como aconteceu este sábado frente ao havaiano Seth Moniz, naquele que foi a etapa inaugural do CT 2022.

    Por tudo isto, Kelly Slater resumiu esta vitória como “a melhor vitória” da sua vida. Talvez não tenha sido a mais dominante ou a mais espetacular. Mas, a caminho dos 50, foi certamente a mais especial e emocionante. Com direito a sair em ombros desde a água até ao palanque, sem colocar os pés na areia, tal como mandam as regras. E com o finalista vencido a ajudar a carrega-lo.

    “Nem sequer sei o que dizer”, começou por frisar Slater após o triunfo, à entrada do pódio, mas ainda com as emoções bem à flor da pele. Ele que sempre teve a palavra certa para colocar no momento exato. “Estava lá fora, durante o heat, apenas a dizer a mim próprio para aproveitar o momento, independentemente da tensão que existia. Apenas queria respirar e desfrutar do momento”, explicou o 11 vezes campeão mundial, que ainda admitiu ter tremido nos minutos finais, após um tubo de Seth Moniz, que acabou por não ter sido completo.

    Depois de receber o prémio e de discursar sobre este momento histórico, Kelly não perdeu a oportunidade de dar uma palavra a Andy Irons, o eterno rival havaiano que dá o nome ao evento. Com o filho Axel e a esposa Lyndie em palco, Slater lembrou a importância que a rivalidade com Andy teve na sua carreira. O King admitiu mesmo que sem AI, provavelmente a carreira dele teria terminado mais cedo. Pelo meio, ainda lembrou o dia do nascimento de Axel e o tubo mais perfeito que viu quebrar em Pipeline nesse mesmo dia.

    Um final de festa em grande após um dos feitos mais marcantes da carreira do veterano surfista norte-americano. Ele que completa 50 anos a 11 de fevereiro. Por essa altura, o circuito mundial estará no segundo dia de espera da etapa de Sunset e Kelly Slater estará lá de licra amarela vestida. Isto, obviamente, se não aproveitar este momento histórico para colocar um ponto final numa carreira icónica…

     

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