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  • A caminho dos 50 e ainda a brilhar no WQS
    15 dezembro 2021
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  • Foi a primeira e única sul-africana da história a vencer a Triple Crown havaiana e já conta no currículo com dois títulos mundiais Masters.
  • Esta quarta-feira foi dia de estreia para o QS africano da temporada 2021/22, com a mítica praia de Ballito a receber uma prova que marca o regresso da ação nas ondas sul-africanas, depois do período da pandemia. Com a prova masculina de estatuto QS5000 ainda parada, foram as mulheres a ir para a água. Uma jornada repleta de ação que apurou já as semifinalistas. Entre elas está um nome famoso do surf mundial do início do século, que, aos 49 anos, continua a dar cartas e a lutar pelo triunfo frente à nova geração sul-africana.

    Heather Clark. Quem se lembra dela? Antiga top 3 mundial, feito que conseguiu em 2003, Clark passou sete anos na elite feminina, de 2000 a 2006. No currículo conta ainda com o triunfo na Vans Triple Crown feminina de 2000, sendo a primeira sul-africana e única a conseguir esse feito. Na década passada foi ainda coroada por duas vezes como campeã mundial ISA em Masters. Resumindo, uma veterana das ondas.

    Contudo, Clark, que tal como Kelly Slater vai fazer 50 anos em 2022, ainda não se rendeu ao peso da idade e continua a provar o seu talento frente às mais novas. Atualmente a liderar um projeto próprio, de nome Heather Clarke Surf Adventures, que visa transmitir ensinamentos aos mais novos, desde 2015 que a veterana surfista faz questão de picar o ponto em provas do QS. E este ano, depois da pausa pandémica, está a correr-lhe bem.

    Ao chegar às meias-finais em Ballito, Clarke já igualou o melhor registo dos anos recentes, depois de ter sido 3.ª em Durban. Agora, segue-se um heat frente à grande favorita da prova nas meias-finais, a jovem Zoë Steyn, uma das grandes esperanças do surf sul-africano, que tem feito as melhores performances até esta fase e que vem de um triunfo no Pro Júnior que ali se realizou no início da semana – na outra meia-final defrontam-se Sophie Bell e Sarah Scott.

    É certo que o nível desta prova não é dos mais altos, até porque a África do Sul acabou de ficar “órfã” de Bianca Buitendag, que se retirou após a medalha conquistada nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ela que já nem corria o QS. Contudo, o percurso de Clarke não foi “pera doce” até aqui. Nos quartos-de-final, por exemplo, a veterana surfista bateu Tanika Hoffman, uma antiga esperança sul-africana, que ficou famosa por fazer parte do elenco do filme Blue Crush 2.

    Depois de um acidente em 2009 que quase lhe roubou a vida, depois de o seu carro ter sido abalroado por outro carro de um condutor embriagado, Heather Clarke vive agora novos dias de glória. A surfista chegou a fazer uma campanha de recolha de fundos, em virtude de mau estado em que ficou após o acidente, mas aos poucos voltou a surfar como as melhores. Em 2018 casou-se com a companheira de longa data. E, agora, a caminho dos 50, quem sabe se não a veremos a fazer top 3 no ranking africano e a qualificar-se para as Challenger Series de 2022.

     

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