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  • França a um passo de ficar sem representantes no CT masculino 2022
    03 dezembro 2021
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  • Desde 2005 que a França não ficava sem representantes masculinos no Tour. E logo numa altura que também ficou sem etapa...
  • Basta recuar um par de anos e ir até 2017 para encontrarmos uma França representada por três surfistas no topo do surf mundial. Com a entrada de Joan Duru no Tour e a mudança de Michel Bourez para a bandeira gaulesa, devido às questões olímpica, os franceses passaram a ter uma armada de respeito, capitaneada pelo talento de Jeremy Flores. Mas apenas cinco anos depois, a França corre, agora, o risco de ficar sem qualquer representante no circuito mundial masculino. Algo que não se via desde 2005.

    Com o abandono anunciado de Jeremy Flores na presente temporada, a bandeira francesa ficou, assim, entregue a Michel Bourez, outrora a competir pela bandeira taitiana. Mas Bourez falhou a requalificação, após uma temporada marcada por lesões e pela presença olímpica. Ainda assim, restava ao espartano as Challenger Series. Só que as coisas foram do 8 aos 80 e voltaram ao 8 para Michel, que falhou a segunda via de requalificação de forma frustrante.

    Depois de um arranque pobre neste novo circuito, com uma eliminação na ronda 2 em Huntington Beach e outra de primeira na Ericeira, Bourez chega à etapa francesa na corda bamba. Contudo, teve uma prestação imaculada e só foi travado na final pelo australiano Connor O’Leary. O triunfo deu praticamente a requalificação ao surfista aussie, enquanto Michel Bourez ficou a precisar de avançar uma ou duas rondas em Haleiwa, na etapa final.

    Só que Michel voltou à inconstância do início deste circuito e perdeu de primeira, num heat em que o nosso Vasco Ribeiro venceu, alimentando ele o sonho de ainda se qualificar. À partida para Haleiwa Bourez era o 19.º do ranking e estava a apenas três posições e 500 pontos de entrar no cut. Uma derrota amarga que terminou com as aspirações do surfista nascido e criado no Taiti de partir para a 13.ª temporada no CT, para onde entrou em 2009.

    Só após o desaire inesperado de Bourez é que os franceses começaram a fazer contas à vida e talvez sejam poucos os que já repararam que os gauleses estão praticamente fora da elite mundial masculina de 2022. Mesmo com uma das quatro etapas a ser em França, onde apenas Bourez se deu bem, a armada gaulesa claudicou a valer, não colocando mais surfistas nos lugares da frente do ranking.

    Com muita juventude a dominar os rankings europeus, poucos são aqueles que sobressaem a nível internacional. No entanto, ainda há uma pequena réstia de esperança para França. Chama-se Charly Quivront e é o último surfista da bandeira tricolor ainda em prova em Haleiwa. Contra si tem o facto de ocupar o 71.º posto do ranking, estando obrigado quase a vencer a prova havaiana para se qualificar.

    Resumindo, só um milagre fará com que a França tenha um representante masculino no CT do próximo ano. Assim, a Europa ficará representada apenas pelo nosso Frederico Morais e pelo italiano, mas criado nas ondas francesas, Leo Fioravanti – e por eventuais surfistas que se possam ainda qualificar pelas Challenger Series, com Vasco Ribeiro à cabeça. Um grande murro no estômago para uma nação historicamente dominante no surf europeu, mas que tende a perder essa força nos últimos anos.

    Desde 2005 que tal cenário não se via. Em 2006 a França viu Micky Picon chegar à elite mundial, naquela que era praticamente o início de uma era da Euro Force, onde outros surfistas europeus se foram juntando, como Tiago Pires poucos anos depois. Em 2007 foi a vez de Jeremy Flores se estrear e, de lá para cá, a França esteve sempre bem representada, com o surfista da Ilha Reunião a conseguir, inclusivamente, vencer três etapas do CT.

    Agora, a história é diferente, e a representação francesa no circuito mundial apenas se verá no feminino, onde a melhor surfistas europeia da história, Johanne Defay, continua entre as melhores do ranking. A ela ainda se podem juntar outros nomes, com a experiente Pauline Ado e a jovem talentosa Vahine Fierro, natural do Taiti, a estarem nos lugares cimeiros do ranking da Challenger Series e a ainda a lutar pelo sonho em Haleiwa.

     

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