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  • Zeke Lau deseja romper com o enguiço em Haleiwa
    22 novembro 2021
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  • O melhor resultado do surfista havaiano na mítica onda do North Shore de Oahu foi um terceiro lugar obtido em 2015. Um oásis numa pauta marcada por resultados modestos.
  • Excluindo da equação os campeões mundiais Gabriel Medina e Carissa Moore, consagrados na histórica finalíssima de Trestles, se há surfista que em 2021 esteve na berlinda no seio do universo da World Surf League (WSL) foi Ezekiel Lau.

    Para os mais desatentos, tal pode soar estranho. Porque carga de água foi assim tão falado um havaiano que na campanha transata nem sequer foi top mundial?

    Desde logo porque, no passado mês de setembro, Lau foi um dos dois vencedores do polémico Ultimate Surfer, um reality show promovido pela WSL. Zeke e a norte-americana Tia Blanco foram contemplados com wildcards para três etapas do Championship Tour (CT) do ano que vem. Uma situação que fez despoletar alguma polémica quanto à meritocracia deste processo, que foi cozinhado na piscina de ondas artificias do Rei Kelly, lá em Lemoore (Califórnia).

    Poucas semanas depois deste folhetim, o surfista de 27 anos voltou a ser a notícia, mas aí já pelos seus préstimos em "campeonatos normais de surf". Quem sabe se espicaçado com a necessidade de ter algo a provar à comunidade do surf de competição, o atleta havaiano não se fez de rogado e entrou de faca nos dentes na Challenger Series. Em jogo, estava a qualificação para o CT de 2022.

    Neste novíssimo circuito, Ezekiel Lau ganhou embalo com o nono lugar obtido na californiana Huntington Beach. Estava dado o mote para o que vinha a seguir. Zeke alcançou o triunfo no memorável MEO Vissla Pro Ericeira, disputado com ondas épicas no nossa Ribeira d'Ilhas, em plena Reserva Mundial de Surf.

    Depois da subida ao céu, seguiu-se um trambolhão dos grandes com a derrota de primeira em Hossegor. Porém, apesar do amargo desfecho, Lau deixou o sudoeste francês com um sorriso de orelha a orelha, pois foi dos primeiros surfistas (homens + mulheres) a assegurar a qualificação para o CT do próximo ano, mas a tempo inteiro, recuperando assim o estatuto que granjeou durante o triénio de 2017-2019.

    Estava assim cumprida com distinção e de forma antecipada a meta a que este surfista se tinha proposto. No entanto, enganem-se aqueles que pensam que o atleta havaiano vai agora levantar o pé e entrar em modo descompressão.

    É que Ezekie Lau tem uma assinatura pendente com a onda na qual vai realizar-se dentro de poucos dias a última etapa desta Challenger Series, o Haleiwa Challenger, que em 2019 foi conquistado por Frederico Morais. 

    Apesar de ser um rapaz originário de Honolulu e conhecer como a palma da sua mão as desafiantes ondas do North Shore de Oahu, a verdade é que Lau nunca se deu bem com os ares da onda de Haleiwa, pelo menos quando é obrigado a vestir uma licra de competição.

    Em nove aparições naquele line-up, nunca conheceu a glória. Por quatro ocasiões ficou na 33ª posição, enquanto o seu melhor resultado é o terceiro lugar conquistado em 2015. Uma caminhada de prestígio, pois para chegar à tradicional final a quatro deixou para trás gente como o então campeão mundial Gabriel Medina e o australiano Ryan Callinan.

    No entanto, este é um oásis num cenário que contrasta com aquele que o vencedor do 'Ultimate Surfer' já viveu numa onda que fica ali perto e que também dá forma à mítica Triple Crown havaiana, entretanto relegada pelo segundo ano consecutivo para o digital. Sunset Beach. Em 2013, Ezekiel Lau venceu a Vans World Cup, numa final na qual derrotou entre outros, Frederico Morais. 

    O registo em Haleiwa está longe de ser o melhor e Lau tem a perfeita noção desse cadastro, ainda por cima numa onda da qual é fã. "Nos últimos anos tenho tido resultados dececionantes neste evento, o que para mim é difícil de compreender. Adoro esta onda. O ano passado treinei muito em Haleiwa, pelo que espero que desta vez seja recompensado por todo esse trabalho", confidenciou o havaiano em entrevista ao site da World Surf League.

    É assim contra a história que Ezekiel Lau vai jogar a partir do dia 26, mas talvez nunca tenha enfrentado este campeonato com tão bom flow, seja a nível físico, técnico e mental. A concorrência vai ser de luxo, no entanto, as estatísticas, sejam elas para o bem ou para o mal, fizeram-se para ser quebradas. 

     

     

     

     

     

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