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  • John John Florence dá espetáculo no regresso à ação em Haleiwa
    27 novembro 2021
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  • John John passou o teste no regresso à competição após a grave lesão no joelho.
  • Foi um começo em grande! As expectativas eram altas e os artistas não desiludiram. O Haleiwa Challenger, a quarta e última etapa da primeira edição do circuito Challenger Series, arrancou esta sexta-feira com condições de grande potencial e com performances incríveis. Com destaque para John John Florence, que surfou ao nível do bicampeão mundial que é e provou já estar totalmente recuperado de a lesão que o afetou nos últimos meses e da recaída sofrida durante os Jogos Olímpicos de Tóquio.

    John John foi mesmo a estrela do dia, num início de prova que contas com várias notas excelentes e onde o príncipe havaiano de seu ao luxo de descartar uma delas. Além disso, houve já vários sonhos desfeitos, com as primeiras eliminações de alguns surfistas com aspirações no ranking. Destaque ainda para os californianos que continuam a conseguir impor-se desde a primeira etapa deste circuito, enquanto a armada lusa aguarda a estreia, após uma jornada dedicada apenas a prova masculina, com a realização da primeira ronda e metade da segunda. Pelo meio foi possível ver alguns wildcards havaianos a mostrar que os locais mandam no North Shore de Oahu.

    A ação arrancou pela tarde portuguesa e avançou a grande ritmo. Primeiro, com uma ronda inaugural dedicada à entrada em prova dos surfistas menos cotados e de muitos, mas mesmo muitos havaianos, que beneficiaram de vagas regionais para competir em Haleiwa. Na primeira ronda foi precisamente o havaiano Ian Gentil a fazer o melhor score, com 16,27 pontos, numa altura em que as ondas já ofereciam as condições únicas à moda do North Shore. Cody Young, Barron Mamiya, Shion Crawford e Keanu Asing foram os outros havaianos a seguir para a ronda 2, dos top seeds.

    Entre a armada internacional destaque para as performances do australiano Kalani Ball e do californiano Crosby Colapinto, que deu início a mais uma bela exibição dos surfistas dos States, naquilo que parece ser o renascimento de uma das maiores potências do surf mundial a caminho do CT. Kade Madson (14,66 pontos), o sul-africano Shane Sykes (13,84) e o jovem francês Kauli Vaast (14,30) foram outros dos destaque de uma fase já bem animada. Em sentido inverso, nomes como Rio Waida, Eli Hanneman, Charly Martin, Finn MacGill, Mason Ho, Billy Kemper, Ian Gouveia, Sebastian Zietz, Ian Gouveia, Reef Heazlewood ou Cooper Chapman ficaram logo pelo caminho, o que demonstra bem o nível existente na água.

    Com as ondas a colaborarem a organização avançou com a ronda 2 masculino e no primeiro heat o californiano Conner Coffin, que faz parte da elite do CT presente nesta prova, deu uma cabal apresentação do seu surf de rail, vencendo a bateria com 15,17 pontos. Coffin estabeleceu aí um padrão bem alto, que seria seguido para os sete heats seguintes. Dando sequência a esse domínio americano, Jake Marshall elevou a fasquia no heat seguinte, vencendo com 16,83 pontos e deixando o havaiano Zeke Lau no 2.º posto, com 14,73 pontos. Dois nomes que deveremos ver, cada vez com mais certezas, no CT do próximo ano.

    Como não há duas sem três, a terceira bateria foi vencida novamente por um californiano, com Corsby Colapinto a repetir os 16 pontos feitos na ronda inaugural, deixando o havaiano e top do CT Seth Moniz no 2.º posto. Foi aqui que também começaram a cair por terra alguns dos surfistas no elástico do ranking, como foi o caso do australiano Jackson Baker, que fica agora dependente de (muitos) terceiros para continuar dentro do cut. Quem já não o deve ultrapassar é a nova esperança do surf brasileiro Mateus Herdy, eliminado de primeira em Haleiwa, onde chegou a somente duas posições do top 15 que, para já, dá a qualificação. Exatamente o mesmo que aconteceu com Lucas Silveira.

    O australiano Callum Robson também esteve em destaque e venceu a bateria 4 com 14,93 pontos, subindo mais um degrau para se fixar no CT do próximo ano. O mesmo aconteceu com João Chianca, que superou um heat em que o triunfo foi do compatriota Jesse Mendes. Ambos seguem como esperanças brasileiras na qualificação, a par de Thiago Camarao, entre os que já competiram nesta ronda 2.

    Nos restantes heats destaque ainda para o triunfo de Jack Robinson, com 16,40 pontos, numa bateria em que o top mundial deixou o compatriota Jacob Willcox no 2.º posto. Por fim, no último heat do dia, o havaiano Shian Crawford surpreendeu tudo e todos ao vencer um heat em que deixou Jack Freestone no 2.º posto e o peruano Lucca Mesinas no 3.º, fora de prova. Mesinas, atual número 6 do ranking, fica agora dependente de terceiros para conseguir ser o primeiro surfista latino a chegar ao CT. Já Jack Freestone prossegue com o objetivo da requalificação, ao contrário do compatriota Wade Carmichael, que foi eliminado e já sabe que está de saída da elite mundial.

    Contas à parte, a verdade é que no heat 5 houve um espetáculo à parte. Mesmo que tenha sido nessa bateria que Mateus Herdy disse adeus à prova e que Thiago Camarao manteve vivo o sonho de chegar ao CT, com um belo score de 16,64 pontos. A verdade é que o show John John Florence foi de outro nível. Primeiro com uma nota de 8,33, que acabaria por ser descartada mais à frente, por culpa de um 9,23 e um 9,07. Tudo somado 18,30 pontos, naquela que foi a melhor pontuação do dia e que nos deixa expectativas ainda maiores para o que falta do evento.

    A ação deverá regressar este sábado, para se completarem os heats da ronda 2 masculina e, quem sabe, avançar ainda mais na dramática luta pela qualificação para o CT 2022. Quando a ação regressar, Vasco Ribeiro vai estar no heat 16, o último desta fase, depois de o draw ter sofrido reajustes de última hora. Pela frente o campeão nacional vai ter uma ótima oportunidade de alimentar o sonho da qualificação. Isto porque vai medir forças com o francês e top mundial Michel Bourez e com o australiano Liam O’Brien, ambos bem posicionados no ranking e, por isso, adversários diretos de Vasco. Pelo meio há ainda o sempre perigoso havaiano Barron Mamiya. Caso não siga em frente é o fim do sonho luso entre os homens.

     

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