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  • Jessi Miley-Dyer dá a cara e explica recuo na regra da dupla qualificação
    12 novembro 2021
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  • Apesar do recuo, a comissária de provas da WSL deixou a porta aberta a mudanças no futuro.
  • As Challenger Series estão no seu primeiro ano de existência e, como em tudo na vida, têm tido algumas dores de crescimento e alguma polémica à mistura. A maior delas foi com a regra da dupla qualificação. Só à medida que o circuito foi avançando e quando se percebeu que alguns tops do CT iriam conseguir ficar no top 12 deste novo circuito, estando já qualificados pelo CT, é que surgiu maior contestação ao facto de existir uma mudança em torno desse cenário.

    No passado, quando um surfista fazia dupla qualificação no ranking do WQS, a vaga passava para o seguinte no ranking. Mas com a entrada em cena das Challenger Series as regras previam que em caso de dupla qualificação, apenas o top 12 ficava qualificado e as vagas que sobrassem ficavam para a WSL atribuir como wildcards.

    Depois de muita polémica e de os próprios surfistas terem supostamente criado uma petição para abolir esta regra, a “chefe” das competições da WSL e antiga competidora do CT feminino Jessi Miley-Dyer veio agora a público confirmar que houve um recuo nesta regra, pelo menos neste ano, explicando ainda o ponto de vista da organização quando decidiu fazer estas alterações.

    Em primeiro lugar, Jessi explicou que a regra já estava criada há algum tempo, ou seja, antes de a pandemia surgir, na altura em que foi anunciada a criação deste novo circuito. Contudo, só agora, com a competição em andamento foi possível verificar eventuais cenários e problemas que poderiam ser criados por tal regra. “O objetivo seria usar esse wildcard para dar ao 13.º do ranking ou então a um surfista que se seguisse no ranking do CT e que tenha ficado de fora do cut por lesão, por exemplo”, frisou.

    “Durante as provas na Europa tivemos imenso feedback por parte dos surfistas e pensámos que os argumentos que nos apresentaram foram justos. Tivemos boas conversas com os surfistas. Do nosso lado, compreendemos que esta regra criou algumas consequências que não eram desejadas, além de algum stress antecipado. Na realidade, nunca tínhamos visto como funcionaria a regra em tempo real e só agora estamos a perceber como funciona”, explicou Miley-Dyer.

    Depois de confirmar que este ano os 12 surfistas qualificados serão os 12 melhores do ranking, não incluindo duplas qualificações, a comissária de provas da WSL deixou a porta aberta a mudanças no futuro. “Depois de recebermos esse feedback percebemos que não era a melhor coisa a fazer este ano. Contudo, vamos tentar rever a regra e trabalhar em conjunto com os representantes dos surfistas para tentar encontrar uma melhor forma de a aplicar no futuro”, vincou.

    As explicações oficiais estão, assim, dadas. Resta salientar que já no ranking do WCT a “tradição” foi quebrada. Isto porque ao contrário de anos anteriores, a WSL decidiu usar os dois wildcards de lesão de uma forma diferente. Com apenas Kolohe Andino a ser prejudicado por lesão, o outro convite serviu para “salvar” Owen Wright, quando em anos anteriores essa vaga seria para o surfista que se seguia no ranking, neste caso o sul-africano Matthew McGillivray.

    Embora não se coloque em causa todo o currículo do australiano, que foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, além de ser um eterno candidato ao título mundial, este é o melhor exemplo para explicar o sistema que a WSL teria em mente quando criou a nova regra para as Challenger Series. Até porque em anos anteriores já aconteceu haver mais de dois surfistas prejudicados por lesão, com um deles a ficar fora das contas dos wildcards. Algo que poderia ficar resolvido com esta regra.

     

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