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  • Do bronze nas Olimpíadas ao atual 47º lugar na Challenger Series. Tudo mudou para Amuro Tsuzuki em três meses
    05 novembro 2021
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  • A campeã mundial júnior de 2019 tem estado irreconhecível. Perdeu de primeira em Hossegor e Ribeira d'Ilhas, resultados ao qual juntou um modesto 25º lugar em Huntington Beach, na abertura da campanha.
  • Dia 27 de julho de 2021. Tsurigasaki Beach. Japão. Celebravam-se os Jogos Olímpicos de Tóquio'2020 e ali foram entregues as primeiras medalhas olímpicas da história do surf. O Japão, como bom mestre-de-cerimónia, não deixou os seus créditos por mãos alheias.

    O país asiático foi o único reter duas medalhas na estreia olímpica do surf. Nem Estados Unidos da América, nem Austrália e Brasil conseguiram um desempenho tão superior em termos coletivos, apesar de serem consideradas unanimemente as grandes potências à escala mundial desta modalidade de deslize. E todos levaram até ao certame o mesmo número de atletas. Quatro. Dois do lado masculino e dois no campo feminino.

    Para este resultado do país do sol nascente, contribuíram as inesquecíveis gestas da dupla Kanoa Igarashi e Amuro Tsuzuki. O primeiro agarrou a prata nos homens, enquanto a segunda mordeu o bronze entre as senhoras. Se Kanoa está de pedra e cal no Championship Tour (CT), a divisão máxima do surf mundial, Amuro podia ter conseguido dentro de portas a alavancagem que necessitava para os desafios futuros. 

    Isto já depois de ter dado um ar da sua graça na extenuante perna australiana do último Women's World Tour (WWT), onde como alternate quebrou importantes barreiras para o surf feminino japonês, seja pela sua simples aparição ou pelos resultados obtidos em território aussie

    Tsuzuki deu continuidade ao facto de no mundo A.C (Antes do Covid-19), portanto em 2019, ter deslumbrado com o histórico título mundial júnior, a primeira asiática a consegui-lo, e ter ficado às portas desse tão desejado apuramento para o WWT. Foi a primeira surfista classificada a seguir ao cut e isso até implicaria estar no Mundial em 2020, graças ao ano sabático da atual campeã mundial Carissa Moore. Só que veio a pandemia e tudo foi por água baixo com o cancelamento da época.

    Motivos não faltavam para Amuro Tsuzuki abordar com segurança e toda a ambição do mundo o novíssimo circuito Challenger Series, aquele que está a definir as últimas vagas de apuramento para o CT de 2022. Contudo, nesta autêntica revolta da nova geração, encabeçada pelas endiabradas surfistas havaianas e norte-americanas, que a própria derrotou no Mundial Júnior de 2019, a jovem surfista nipónica eclipsou-se. 

    Nas três etapas já disputadas, a atleta de 20 anos esteve completamente irreconhecível. A medalhada olímpica perdeu de primeira em Hossegor e Ribeira d'Ilhas, resultados ao qual juntou um modesto 25º lugar em Huntington Beach, na abertura da campanha. Ainda não venceu um único heat e por estas horas é a surfista japonesa com pior ranking neste circuito. Está atascada num distante 47º lugar à falta da visita a Haleiwa, no North Shore havaiano.

    Provavelmente, podemos apontar alguma falta de experiência e o desconhecimento dos segredos dos picos onde a competição tem decorrido como um influenciador destes resultados, mas a verdade é que tem sido uma tremenda desilusão esta performance de Amuro Tsuzuki. Nem de perto, nem de longe faz jus à valia do seu surf, que já provou mais do que uma vez estar talhado para as grandes ocasiões. 

    Diante dos nossos olhos, está mais uma prova de como no desporto e na vida tudo é efémero e de repente dá uma volta total, muitas das vezes quando nada o faz prever. Num piscar de olhos, mudam-se estados de forma, alma e ânimo.

    Neste caso, tudo foi alterado num espaço de três meses. De umas Olimpíadas de sonho, onde derrotou a prodigiosa Caroline Marks na batalha do bronze e duas das três surfistas que terminaram no top três mundial, Tatiana Weston-Webb e Sally Fitzgibbons, a uma prestação muito cinzenta no circuito Challenger Series.

    Até ao momento, Amuro Tsuzuki não se conseguiu encontrar com as melhores sensações. Por momentos, quase que nos esquecemos que nesta Challenger Series está a competir uma medalhada olímpica a tempo inteiro. 

     

     

     

     

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