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  • Mateus Herdy acalmou, mas não acabou com a “depressão brasileira”
    25 outubro 2021
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  • João Chianca é o único brasileiro que vai chegar a Haleiwa dentro do cut de qualificação.
  • O Quiksilver Pro France terminou com os triunfos do australiano Connor O’Leary e da costarriquenha Brisa Hennessy. Duas novas nações a vencerem uma etapa neste circuito, depois dos triunfos norte-americanos em Huntington Beach e do domínio havaiano na Ericeira. A etapa gaulesa também ficou marcada pelo melhor resultado da temporada para um surfista brasileiro. Contudo, o cenário nos rankings continua muito cinzento para a nação que tem dominado a história recente do surf mundial.

    Mateus Herdy voltou a mostrar o surf progressivo e a técnica ímpar que já tinham dado nas vistas na etapa mexicana do CT, quando foi wildcard e chegou até às meias-finais. Em Hossegor chegou novamente a essa fase da prova, encaixando na perfeição os seus aéreos nas rampas dos beachbreaks do sudoeste francês. Apenas Michel Bourez conseguiu travar o jovem brasileiro. Ainda assim, Herdy garantiu o melhor resultado de um brasileiro em três etapas.

    Depois de dominarem completamente os rankings, tanto do CT como do WQS, nos últimos anos, os brasileiros não têm conseguido mostrar essa eficiência no arranque das Challenger Series. A verdade é que em Huntington Beach Lucas Silveira foi o brasileiro que chegou mais longe, sendo eliminado nos quartos-de-final, tal como Alejo Muniz fez na etapa seguinte, na Ericeira. Agora, Mateus Herdy deu mais um passo em frente em relação aos compatriotas. Um bom resultado, que pode acalmar as hostes mas que não acaba com a “depressão brasileira” que se instalou neste circuito que dá acesso ao CT 2022.

    Longe de termos uma versão da célebre tempestade brasileira, a armada canarinha corre o risco de perder os dois dígitos de representantes na elite mundial em 2022. Isto porque numa altura em que falta apenas disputar a última etapa das Challenger Series, que será em Haleiwa, no Havai, apenas um brasileiro surge dentro dos lugares de qualificação. João Chianca é o nome que, para já, está dentro do cut, embora ainda não tenha a vaga assegurada.

    Depois de ter tido onze representantes no circuito de 2021 e 12 na temporada de 2020, caso as Challenger Series terminassem agora, o Brasil teria “apenas” 9 surfistas em 2022. Apesar de ser um número ainda relevante, significaria uma perda em relação à tendência recente. À iminente queda de Alex Ribeiro, Peterson Crisanto e Caio Ibelli, que ainda se podem redimir deste cenário em Haleiwa, o Brasil responderia apenas com a entrada de João Chianca, atual sexto do ranking, com 11 mil pontos, apenas 600 pontos acima do cut.

    Outras das esperanças brasileiras são os jovens Samuel Pupo 15.º do ranking e Mateus Herdy e Lucas Silveira, que dividem o 17.º posto. Todos eles estão a uma distância acessível do cut e dão garantias de aumentar o número de qualificados. O mesmo pode acontecer com os que estão mais longe, embora com requisitos maiores para a prova havaiana. Será em Haleiwa, nas míticas ondas do Havai que a armada brasileira vai ter de provar que está à altura da história recente. Só aí se perceberá se a depressão brasileira vai dar lugar à já habitual tempestade.

    Com a antiga maior potência e atual segundo país mais representado, a Austrália, a também estar a passar por uma queda significativa de surfistas na elite mundial, isto abriria espaço a uma maior diversidade no CT. Prova disso é existirem dois latinos em zona de qualificação (o peruano Lucca Mesinas e o costarriquenho Carlos Muñoz), quando nunca antes houve um surfista dessa origem no Tour… Mas também uma resposta norte-americana/havaiana, que conseguem ter quatro surfistas nos cinco primeiros do ranking, com Zeke Lau a ter a qualificação já garantida.

     

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