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  • Em tempos foi Pipe Master e venceu o CT de Margaret, mas desde 2016 que o 'Espartano' não vence uma batalha
    26 outubro 2021
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  • Por estes dias, o surfista de 35 anos é um dos anciões do CT, mas também não é menos verdade que será certamente um daqueles que está há mais tempo sem conhecer o doce sabor da vitória.
  • A fazer relembrar os bons velhos tempos, a dia das finais do Quiksilver Pro France viu a praia encher. Era sábado, fim de semana, o sol de outono brilhava e ávidos de surf de competição, ainda por cima esta mesma etapa perdeu o seu estatuto de mundialista, os fãs franceses acorreram a Les Culs Nus para ver 'in loco' a luta pelo acesso ao Championship Tour (CT) de 2022. Ano no qual, mais uma vez, as ondas do país do hexágono não vão ser surfadas pelos melhores do mundo. 

    O dia parecia ser de festa, que até poderia vir a ser rija caso um dos seus gritasse vitória no beach break de Hossegor, tal como havia acontecido na última edição da prova em 2019, quando Jeremy Flores levou a entourage à loucura num confronto de antologia perante o então futuro campeão mundial Ítalo Ferreira. 

    Seria 2021 uma reedição das emoções fortes vividas dois anos antes? Só que não! A romaria acabou por ter um momento anticlímax com a derrota do veterano Michel Bourez na final diante do australiano Connor O'Leary. Se no setor masculino, a esperança de vitória francesa prolongou-se até à última, entre as senhoras tudo ruiu nos quartos-de-final do Roxy Pro France. Ronda na qual a última moicana, Vahine Fierro, esbarrou no fenómeno Caitlin Simmers, que já havia deixado para trás a portuguesa Teresa Bonvalot. 

    Se no meio deste turbilhão, os adeptos franceses ficaram com uma espinha encravada na garganta, imaginem como deve ter ficado Michel Bourez. "O segundo lugar é bom, mas o primeiro é sempre melhor", atirou o surfista de 35 anos em comunicado oficial da World Surf League (WSL). 

    E no caso de Bourez não é para menos. O vice-campeonato no Quiksilver Pro France, onde nunca alcançou a primeira posição, prolongou a seca de Michel no que toca a vitórias em provas da WSL. 

    Há mais de quatro anos que o 'Espartano' do CT não sai da água envolto em glória e carregado em ombros. Desde o dia 19 de dezembro de 2016, data na qual derrotou o japonês mais português do Tour, Kanoa Igarashi, na meca do surf mundial, Pipeline. Depois de ter sido coroado Pipe Master, o que não está ao alcance de qualquer surfista, tem sido sempre a penar no que diz respeito a vitórias em campeonatos. 

    Antes desta exibição no Quiksilver Pro France, o mais perto que Michel havia estado de uma vitória foi no Corona Bali Protected de 2018, evento no qual foi finalista derrotado. Aí, o carrasco chamou-se Ítalo Ferreira. 

    Por estes dias, Michel Bourez é um dos anciões do CT, por lá está a tempo inteiro desde 2009, mas também não é menos verdade que será certamente um daqueles que está há mais tempo sem conhecer o doce sabor da vitória. Ironias de uma vida dedicada de corpo e alma ao surf de competição, que apesar deste teimoso jejum tem um património que fala por si.

    Uma história de sucesso, que engloba triunfos em 2014 nos CT de Margaret River e Rio de Janeiro, mas que teve como maior palco de consagração as ondas do idílico North Shore da Oahu, no Havai.

    Nessa latitude, o 'Espartano' (alcunha proveniente do filme '300') brilhou na mítica Triple Crown havaiana, que agora com a chegada da pandemia virou digital. Para além de ter sido coroado Pipe Master, o atleta que representou a França na estreia olímpica do surf venceu em 2014 a Vans World Cup of Surfing, em Sunset Beach, bem como o Hawaiian Pro (2008 e 2013) em Haleiwa. Precisamente o próximo local em que Michel Bourez irá vestir uma licra de competição. 

    Provavelmente pensa o leitor e bem, que melhor cenário poderia haver para o 'Espartano' voltar a vencer uma batalha? Só que o foco para além disso, também está em vencer a guerra da requalificação para o CT do próximo ano.

    Michel Bourez foi para aí atirado depois de ter vivido em 2021, segundo palavras do próprio, o seu "pior ano desportivo", pelo que só um brilharete em Haleiwa permitirá manter o seu lugar na mesa onde já come há mais de uma década, manter bem viva a chama de uma hipotética presença nos Jogos Olímpicos de Paris'2024, que vão ser disputados à porta de casa, e muito provavelmente manter a França com pelo menos um representante na divisão máxima do surf mundial masculino em 2022, como se já não bastasse ter perdido a etapa de Hossegor. 

    Uma coisa é certa, nunca duvidem do coração e alma de um guerreiro! 

     

     

     

     

     

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