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  • Janela do MEO Vissla Pro Ericeira abre com chamada às 7h30 deste sábado
    01 outubro 2021
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  • Um total de 160 surfistas vão estar em prova na Praia de Ribeira d'Ilhas.
  • É já este sábado que tem início o período de espera do MEO Vissla Pro Ericeira, naquela que será a segunda de quatro etapas em agenda do novíssimo circuito Challenger Series, que decide as últimas vagas de acesso ao Championship Tour (CT) de 2022.

    A prova tem como palco a carismática Praia de Ribeira d'Ilhas, na Ericeira, sendo que o período de espera vai de 2 a 10 de outubro. A primeira chamada está marcada para as 7h30, hora de Portugal Continental, deste sábado. Em competição irão estar diversos tops mundiais, entre os quais Frederico Morais, o único surfista português que atualmente integra a divisão máxima do surf mundial. 

    Com a requalificação direta para o CT de 2022 no bolso, após um brilhante e inédito top 10 mundial no final da última época, Kikas vai competir na famosa onda ericeirense sem essa pressão acrescida.

    "Sem dúvida que este é um sentimento diferente. Os últimos campeonatos que fiz aqui, tirando o MEO Portugal Cup of Surfing que era uma prova especial, foi sempre à procura de resultados, de pontos, de querer a qualificação para o CT. Pela primeira vez, já estou qualificado para o próximo ano e posso surfar livremente”, começou por dizer Frederico na conferência de imprensa de apresentação do MEO Vissla Pro Ericeira, que decorreu na manhã desta sexta-feira na Ericeira. 

    Ainda assim, o surfista de 29 anos acrescentou que não é por isso que não vai querer sair-se bem na prova lusa. “Vou sempre querer fazer um bom resultado e brilhar em frente ao público português e aos nossos amigos mais chegados”, disse Frederico, que não surfa em Ribeira d’Ilhas desde o MEO Portugal Cup of Surfing, na qual bateu o então campeão mundial Ítalo Ferreira na final, ele que também vai competir em Ribeira.

    Outro dos surfistas do CT presentes na prova será Michel Bourez. O experiente surfista procura neste circuito a requalificação para o CT do próximo ano, depois de ter falhado a requalificação direta.

    “O swell está a chegar e basicamente quem gostar de ondas maiores, de direitas, vai destacar-se aqui na Ericeira. Vai haver muitas ondas e muito por onde escolher. Vamos ter em competição muitos surfistas que serão o futuro do surf mundial, pelo que é um prazer estar aqui e surfar com eles", atirou Bourez, que se qualificou para o CT pela primeira vez em 2008 e que desde então não mais saiu da elite do surf mundial.

    Além dos 96 atletas em prova na competição masculina, haverá ainda 64 surfistas na prova feminina. Entre elas a portuguesa Teresa Bonvalot, que tem vindo a ter um ano bastante positivo. “Na Caparica, alcancei a minha primeira vitória num evento QS, logo de seguida fui para os ISA World Surfing Games com a Seleção Nacional. Daí trouxe o terceiro lugar e fui aos Jogos Olímpicos. No princípio diziam que seria muito difícil, mas Portugal teve uma representação inacreditável. E isso tem a ver com esta aposta que se faz por cá no surf há já vários anos”, sublinhou Teresinha.

    Quanto à prova em Ribeira d’Ilhas, Bonvalot mostrou-se muito feliz por voltar a competir em Portugal. “Sabe tão bem competir em casa. A previsão está muito boa, mais uma vez Portugal surge a dar o seu melhor. Sobre a Challenger Series, o objetivo continua a ser o mesmo: juntar-me ao Kikas no CT. Tem sido um sonho desde sempre. Porém, acima de tudo, o mais importante para mim é que faço o que mais gosto. Divirto-me imenso a surfar”, concluiu.

    A prova feminina vai contar com a presença de três surfistas que integraram o Women's World Tour (WWT) em 2021 e que procuram agora a requalificação via Challenger Series para essa divisão.

    Entre elas está a australiana Keely Andrew. “É a segunda vez que participo numa prova na Ericeira. Participei no Mundial Júnior em 2014 e todos os anos que venho a Portugal para o CT passo por aqui. É tão bonito, as pessoas são tão simpáticas e a comida é ótima. Quando vi o evento no calendário, claro que quis logo vir”, afirmou a atleta 'aussie'. “As ondas parecem estar ótimas. Estou muito entusiasmada. As mulheres têm surfado tão bem, pelo que estou ansiosa pelo primeiro heat e por apanhar boas ondas”, finalizou.

    No total, o MEO Vissla Pro Ericeira terá nove surfistas portugueses em ação. Na prova masculina juntam-se a Frederico Morais e a Vasco Ribeiro, os wildcards Tomás Fernandes e Afonso Antunes. No feminino, Teresa Bonvalot terá a companhia de Francisca Veselko, atual campeão nacional Open, Yolanda Hopkins, Carolina Mendes e a wildcard Mafalda Lopes.

    O palco da competição está em destaque por celebrar este ano o 10º aniversário desde que a Ericeira foi declarada Reserva Mundial de Surf. São 11 quilómetros de costa de uma onda de classe mundial, tal como destacou a vereadora da Câmara Municipal de Mafra, Célia Fernandes. “É uma honra para nós garantir que a Ericeira possa ser palco de eventos internacionais da qualidade deste. E queremos que, daqui a 100 anos, este local seja igualmente prazeroso como é hoje. Já muitos disseram que é a sala de visitas do surf português e queremos ser um exemplo de sustentabilidade em termos internacionais. Os surfistas são os guardiões desta Reserva Mundial de Surf, por isso a eles também cabe cuidar da Ericeira, destas ondas e tornar deste cantinho o melhor do mundo”, referiu a responsável.

    E é mesmo um cantinho que tem atraído turistas por todo o mundo. Lídia Monteiro, diretora do Instituto Turismo de Portugal, destacou isso mesmo. “Do ponto de vista internacional, hoje Portugal é o destino mais pesquisado como destino de surf”, afirmou, sinalizando ainda os 13 anos de relação entre o Turismo de Portugal e a World Surf League (WSL). “Em Portugal, mais de 90% dos eventos têm provas simultaneamente masculinas e femininas, o que significa que coincidimos com a WSL em vários propósitos: o da igualdade de género é um deles, bem como o da sustentabilidade e preservação dos mares”, referiu.

    E por isso, o tema da sustentabilidade estará também presente numa iniciativa que liga o Turismo de Portugal e a MEO. Chama-se 'The Unwanted Shapes' e é uma competição em que os shapers puderam criar pranchas com o lixo deixado pela pandemia nos oceanos.

    “Este é um projeto que nos orgulha e que vai já na segunda edição”, começou por explicar Miguel Guerra, diretor de patrocínios da MEO. “Começou com um projeto nacional e tornou-se internacional. Como resultado disso temos oito verdadeiras obras de arte, oito pranchas que mostram o trabalho que foi feito com lixo que não queremos ver nos oceanos. Foi uma iniciativa de sucesso”, concluiu. Os vencedores do concurso são provenientes de Portugal, Reino Unido, França, Itália e Estados Unidos da América. Durante a competição haverá um espaço expositivo com as pranchas, bem como um heat especial.

    Além do MEO, também a Vissla dá nome à prova. O australiano Derek O’Neill, CEO da marca, e antigo surfista, confessou que a paixão pela Ericeira já é antiga. “Já venho à Ericeira desde 1989. Desde então, participei em três eventos profissionais. Diverti-me muito. A Ericeira é uma das verdadeiras vilas do surf em todo o mundo. Adoro vir aqui. Sabe muito bem”, disse.

    “Enquanto CEO da Vissla, nós somos uma verdadeira marca de surf e queremos estar nos locais dos grandes eventos. Este é o maior evento na Europa dos últimos dois anos. Estamos muito felizes por fazer parte deste evento. Portugal é um país de surf. As ondas aqui são fantásticas,” rematou Derek.

    Em concordância com as palavras do CEO da VISSLA, Francisco Spínola, diretor geral da WSL para a Europa, África e Médio Oriente, reforçou a importância da Ericeira no mapa do surf internacional. “É uma pérola mundial. A Ericeira tem, neste curto espaço de costa, ondas de classe mundial. Nunca esquecer que nós, os surfistas, somos os guardiões do oceano mas, se não tivermos a ajuda de quem está responsável pelas praias, não podemos fazer nada. E temos tido essa ajuda. No Turismo de Portugal foram os primeiros a acreditar em nós. E aqui estamos há 13 anos a trabalhar em conjunto. Têm tido um papel fundamental em posicionar Portugal como o país do surf mais importante da Europa, como centro do surf europeu e um dos principais países para a WSL a nível mundial”, mencionou o dirigente luso.

    Ao longo dos oito dias de campeonato haverá ainda, em Ribeira d’Ilhas, o habitual espaço Moche Impact Zone, com demonstrações de skate todos os dias. E além disso, decorrerá ainda a primeira edição das EDP Surf for Tomorrow Night Sessions, uma ação de surf à noite que contará com a presença de surfistas do quadro competitivo do MEO Vissla Pro Ericeira.

    A data será definida consoante as condições. Serão disputados quatro heats e as vagas são limitadas a quatro surfistas por heat, duas mulheres e dois homens. Este evento terá como júri um painel internacional de jurados da WSL, que vão decidir qual o melhor surfista masculino e feminino das EDP Night Sessions.

    A prova conta com um prémio total de 3000 euros (1500 para o surfista masculino e 1500 para a surfista feminina). A EDP vai ainda marcar presença no campeonato com foco na sustentabilidade compensando a pegada carbónica dos 160 surfistas que participam no evento.

     

     

     

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