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  • Ítalo Ferreira e a malapata em Ribeira d'Ilhas
    28 setembro 2021
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  • Um ano depois, o campeão do mundo da WSL e ISA em 2019 volta a vestir uma licra de competição em Portugal. E novamente em Ribeira.
  • É já no próximo sábado, dia 2 de outubro, que arranca o período de espera do MEO Vissla Pro Ericeira, prova que será a segunda do calendário de 2021 do novíssimo circuito Challenger Series. 

    O evento, cujo período de espera estende-se até ao dia 10 de outubro, terá lugar na emblemática Praia de Ribeira d'Ilhas, que mais uma vez volta a vestir o fato de gala para um campeonato de cariz internacional debaixo da égide da World Surf League (WSL).

    Inserido numa competição que serve de apuramento para o Championship Tour (CT) de 2022, o MEO Vissla Pro Ericeira exibe na sua lista de inscritos um total de 15 surfistas que ostentaram a privilegiada designação de top mundial durante a última temporada do Mundial de Surf.

    Uns vão competir em Ribeira à procura da muito desejada vaga para o próximo CT, outros vão apenas soltar as quilhas e reativar o modo competição, agora que estão em pleno defeso. É o caso do nosso Frederico Morais, mas também de Ítalo Ferreira. O surfista brasileiro será o atleta em prova com melhor ranking mundial, tendo fechado a última campanha no terceiro posto, atrás dos compatriotas Filipe Toledo e Gabriel Medina.

    Para além do retorno a Portugal, esta participação de Ítalo no MEO Vissla Pro Ericeira assinala o regresso à mal-amada Praia de Ribeira d'Ilhas. Território com o qual o de Baía Formosa tem umas contas pendentes. 

    Vencedor em catedrais do surf de competição como é o caso de Bells Beach ou Pipeline, esta última onde conquistou o título mundial da WSL em 2019, a verdade é que o campeão olímpico em Tóquio'2020 nunca deu com a tecla na praia portuguesa situada em plena Reserva Mundial de Surf. 

    É uma espécie de maldição que paira sobre o surfista de 27 anos cada vez que veste uma licra para competir no point break ericeirense. Tudo começou em 2014, ainda o atleta sul-americano era júnior. No então Allianz ASP World Júnior, vulgo Mundial de Surf Júnior, Ítalo Ferreira perdeu o título mundial da categoria na final diante de Vasco Ribeiro. Uma derrota que ainda está "atravessada" na garganta do brasileiro, conforme contou ao Beachcam o ano passado durante a apresentação do evento especial MEO Portugal Cup of Surfing. 

    E esse foi precisamente o campeonato, já em pleno período pandémico, que agudizou a maldição que Ribeira d'Ilhas tem representado para Ítalo. Mais uma vez, o então campeão do mundo da ISA e WSL alcançou a final do campeonato ali disputado e foi novamente desfeiteado por um homem da casa. No caso, Frederico Morais. 

    Ítalo foi derrotado na água, mas saiu com a consolação de ter conquistado a Euro Cup of Surfing, conjunto de duas provas que marcou o regresso das competições da WSL à Europa depois da paralisação de março de 2020 por causa da pandemia.

    Pelo meio de tudo isto, há ainda a registar o discreto desempenho em 2019 no prime EDP Billabong Pro Ericeira, evento à época com estatuto QS10000 no circuito World Qualifying Series (WQS).

    Aí, o surfista brasileiro não foi além da terceira ronda, mas o seu foco estava nos desafios que se avizinhavam. Dias depois, viria a ser mais feliz em Portugal, mas em Supertubos. Foi Ítalo Ferreira que saiu vencedor do último MEO Rip Curl Pro Portugal. Já lá vão quase dois anos!

    Agora, a partir do dia 2 de outubro uma nova história começará a ser escrita. Será desta que o único surfista à face da Terra que já foi medalhado de ouro olímpico e campeão mundial da ISA e WSL conseguirá quebrar o enguiço e atingir a felicidade plena em Ribeira d'Ilhas?

     

     

     

     

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