Homepage

  • Os icónicos surfistas que disseram adeus ao CT em 2021
    31 agosto 2021
    arrow
  • Adriano de Souza, Jeremy Flores, Adrian Buchan e Julian Wilson são nomes que nos habituámos a ver no Mundial de Surf nos últimos largos anos, mas em 2022 tal não será uma realidade.
  • A temporada de 2021 do Championship Tour (CT) está a ser marcada por factos curiosos e que rompem com a normalidade do que já conhecíamos de memória e que estava completamente instituído. 

    Desde logo, a época está a ser realizada pela primeira vez debaixo de um contexto pandémico, que como todos estão recordados levou em 2020 ao desolador cancelamento do circuito mundial de surf da World Surf League (WSL).

    Ainda devido à pandemia esta é uma temporada que vai apenas passar por três países (Estados Unidos da América, Austrália e México). Simultaneamente dentro de poucos dias será estreado um novo formato para o apuramento dos campeões mundiais, a finalíssima de Trestles que irá reunir os cinco melhores surfistas (masculino + feminino) ao longo da temporada regular. Tudo será condensado num vibrante dia de competição para decidir quem serão os novos reis do surf mundial.

    Para além de tudo isto, a campanha de 2021 será inevitavelmente marcada pela saída de cena de surfistas que nos últimos largos anos nos habituámos a ver nestas lides. Etapa a etapa, heat a heat nos mais diversos picos espalhados pelo globo. Gente que nos ofereceu momentos inesquecíveis, emocionantes e que vão perdurar para sempre na história da divisão máxima do surf mundial. 

    Depois de muitos anos em alta voltagem ao redor do mundo, há um grupo de veteranos de guerra no setor masculino que disse "basta" e decidiu "pendurar a prancha", passando o testemunho aos mais jovens, cabendo agora a estes talentosos atletas escrever daqui em diante a história do CT. No fundo, trata-se de algo cíclico, pois é uma verdade de La Palice que na vida tudo tem um início, mas também um fim.

    No entanto, desta vez parece ser algo diferente, pois são muitos e bons os nomes que vão embora, situação que acaba por deixar um vazio geracional importante no elenco do CT. 

    Com a conclusão da temporada regular do Mundial de 2021, o pelotão dos duros perdeu Adriano de Souza, Jeremy Flores, Adrian Buchan e Julian Wilson. Quatro surfistas com uma idade superior a 30 anos, no que diz respeito a Buchan já é quase um quarentão. Todos eles entenderam dar um novo rumo à sua vida. Uma rotina longe das licras de competição e da pressão inerente a um atleta de alto quilate. Uma decisão em que alguns casos acontece não só pela inevitável erosão do tempo, mas também foi adensada com a chegada da pandemia e as consequentes restrições na entrada e saída de determinados territórios, o que implica muitas vezes pesadas quarentenas de 14 dias num hotel.  

    No caso de Adriano, Jeremy e Ace Buchan são três surfistas que estavam a tempo inteiro no CT desde a primeira década deste milénio, o que revela bem a qualidade, regularidade, consistência e nível de surf dos nomes em questão. E no presente curso isso foi também uma realidade. Prova disso é que o próprio Mineirinho e Flores conseguiram neste ano de 2021 a requalificação direta para o CT do próximo ano. O mesmo aconteceu com um Julian Wilson que viveu uma temporada bem modesta e na qual só participou em cinco etapas. 

    Se estes quatro nomes é um dado adquirido que já não fazem parte desta película, há ainda a questão relacionada com mais dois trintões que não estão garantidos no quadro do CT para 2022. Não porque decidiram jubilar-se, mas sim porque falharam a requalificação direta. O medalhado olímpico Owen Wright e Michel Bourez. Dois atletas que também estão há uma vida neste mundo.

    Owen, que conquistou um histórico bronze em Tóquio'2020, poderá beneficiar deste estatuto ímpar para agarrar um dos wildcards que a WSL tem disponíveis para cada temporada. No que toca a Bourez, a coisa parece pintar mais feia, pelo que este não deverá ter outra solução se não que disputar a novíssima Challenger Series, que começa já em setembro.

    Em caso de falhar a requalificação, este poderá ser um rude golpe para o antigo Pipe Master, que já confidenciou no passado recente que apenas decidiu continuar a competir ao mais alto nível, entenda-se CT, devido ao objetivo de estar presente nos Jogos Olímpicos de Paris'2024, uma vez que a segunda prova olímpica de surf da história irá decorrer no seu querido e amado Taiti, concretamente na desafiante onda tubular de Teahupoo.

    A este lote de saídas, poderíamos ainda juntar o australiano Mikey Wright, irmão mais novo do clã Wright, ainda que este não tenha nem de perto nem de longe o lastro dos nomes anteriormente enunciados e a sua carreira no circuito mundial de surf tenha sido peculiar. 

    No meio de todo este cenário, entre quem sai e quem fica no CT, é interessante de constatar que há um nome que continua de pedra e cal por estas bandas. E esta temporada apenas participou em três etapas, mesmo assim garantiu sem grandes sobressaltos o carimbo para competir no próximo World Championship Tour.

    Falamos naturalmente do eterno Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo e que a caminho dos 50 anos continua aí para as curvas. Até quando não sabemos, mas isso é um assunto que fica para outro dia...

     

     

     

     

     

     

     

    Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.

    Visita a nossa Loja Online, encontras tudo o que precisas para elevar o teu nível de surf! 

    Segue o Beachcam.pt no Instagram