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  • Frederico Morais, o único surfista europeu a fechar a época no top 10 mundial
    17 agosto 2021
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  • Kikas concluiu a temporada à frente de antigos campeões do mundo como são o caso de John John Florence, Kelly Slater e Adriano de Souza.
  • Com a conclusão da temporada regular do World Championship Tour (WCT) de 2021 e enquanto não chega o dia da finalíssima de Trestles, onde ficaremos a conhecer os novos campeões do mundo de surf, este é sempre um tempo de análises e balanços ao que foi feito ao longo de sete etapas realizadas. É a revisão da matéria dada.

    De Pipeline a Barra de le Cruz, passando pela Austrália e o Surf Ranch, numa viagem que começou em dezembro de 2020 e terminou na passada semana no México. 

    No que diz respeito ao nosso Frederico Morais, a época foi extremamente positiva para o surfista português. De regresso a full-time à elite do surf mundial, o vencedor do circuito mundial de qualificação (WQS) em 2019 garantiu tranquilamente a requalificação para a próxima temporada do WCT.

    Fruto de uma campanha onde nas sete etapas em que participou só por duas ocasiões fechou abaixo do 10º lugar. Ao invés, teve como melhor desempenho o excelente terceiro posto no Rip Curl Narrabeen Classic, onde, entre outros, eliminou Filipe Toledo, naquela foi a primeira vitória de Kikas sobre Filipinho na fase man-on-man de uma etapa do Mundial.

    Esta foi mesmo uma temporada na qual Frederico quebrou algumas malapatas. Exemplo disso é o facto de pela primeira vez ter alcançado a terceira ronda em Pipeline e Margaret River ao mesmo tempo que obteve o melhor resultado da sua carreira (9º posto) nas etapas já disputadas no Surf Ranch, a famosa piscina de ondas desenvolvida por Kelly Slater. 

    Contas feitas, Frederico Morais chegou ao final desta temporada num histórico 10º lugar final, tendo amealhado um total de 20,790 pontos. É a melhor classificação de sempre de um surfista português na divisão máxima do surf mundial. 

    E olhando para a tabela liderada pelo brasileiro Gabriel Medina há um outro facto que salta à vista. Kikas é o único surfista europeu que fechou a temporada inserido no top 10. Um verdadeiro privilégio!

    Para além de Portugal, as nações representadas nesse restrito lote são: Brasil, Austrália, África do Sul, Japão e Estados Unidos da América. Morais fechou as contas à frente de antigos campeões do mundo como são o caso de John John Florence, Kelly Slater e Adriano de Souza.

    Se aprofundarmos a análise, vemos mesmo que para já só há mais um surfista proveniente do Velho Continente que conseguiu emular o feito de Frederico, isto é, garantir a requalificação direta para o WCT de 2022. O autor dessa façanha foi o simpático italiano Leo Fioravanti. 

    O veterano Jeremy Flores também conseguiu esse logro, mas decidiu 'pendurar a prancha', enquanto Michel Bourez ficou longe da requalificação.

    Dados que só referendam a competitividade, garra e determinação que Frederico Morais exibiu na temporada que chega agora ao fim. Etapa após etapa, heat após heat. Que época em cheio, Fred! 

     

     

     

     

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