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  • Mulheres ao poder! Pela primeira vez há mais provas femininas que masculinas nos circuitos WSL  
    12 julho 2021
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  • Portugal tem a única prova que ainda é dirigida apenas para homens!
  • O ano de 2021 está a ser marcado por várias mudanças em termos competitivos na WSL. Mudaram-se os formatos do CT, também da qualificação no QS, que passou a ter as séries regionais e as Challenger Series, mas também há uma grande mudança menos visível: as mulheres vão ter mais etapas que os homens na próxima temporada.

    A WSL tem lutado pela igualdade nos últimos anos e depois de ter igualado os prémios monetários para os vencedores das etapas, agora consegue equilibrar também o calendário. Algo que no passado era muito composto na sua grande maioria por provas masculinas, sobretudo a nível do circuito de qualificação.

    Longe vai o tempo em que as mulheres não competiam nas ondas mais perigosas do planeta. Em 2022 isso vai mudar, uma vez que a WSL já anunciou o regresso do CT feminino a Teahupoo e também a ida pela primeira vez na história a Pipeline. Algo que deixa o CT feminina com o mesmo número de etapas, mas também com as mesmas etapas que o masculino. Isto após vários a competir em Honolua Bay em vez de Pipeline e sempre com uma etapa a menos na disputa pelos títulos.

    Tudo isso está a mudar, com as mulheres a subirem cada vez mais ao poder. Isso também foi personificado com a entrada de Jessi Miley-Dier para o lugar de cara forte das competições da WSL. A antiga competidora da elite mundial feminina já ocupava um cargo de relevo, liderando os circuitos femininos, mas depois de substituir Pat O’Connell assumiu todos os circuitos. E as renovações já se começam a fazer sentir.

    Pois bem, se a igualdade de etapas no CT já não era novidade, uma breve análise ao calendário existente do WQS, que ainda é provisório, mostra que também na qualificação passa a haver um maior equilíbrio. Aliás, para já, até são mais as etapas femininas do que masculinas – 35 contra 31. Algo que destoa imenso dos tempos em que os homens tinham 3 vezes mais etapas que as mulheres neste circuito.

    Até ao momento, olhando para as provas já disputadas, os homens levam vantagem, com 10 campeonatos já realizados contra 10. Curiosamente, foi em Portugal que se realizou o único evento exclusivamente masculino, mais nomeadamente em Santa Cruz. Um evento que já tem sido assim ao longo dos últimos anos, com exceção do ano de estreia.

    Mas daqui para a frente são as mulheres a terem mais provas. Além da já tradicional etapa de Oceanside, o Supergirl Pro, o circuito vai ter outra etapa deste género também só para mulheres, mas em Jax Beach Pier. O Jakcsonville Super Girl Pro vai acontecer na Florida, na outra costa norte-americana – Oceanside é na Califórnia.

    Olhando para a restante temporada, onde alguns eventos ainda não estão confirmados, em setembro, mês em que as mulheres competem sozinhas em Oceanside, os homens têm programada uma etapa em Cloud 9 nas Filipinas. Uma prova que sempre foi exclusiva para homens nos quadros competitivos da WSL.

    Em Outubro, as mulheres têm uma prova a mais que os homens, com a já tradicional ida ao Chile, para o Maui and Sons Pichilemu Pro. Entre novembro e dezembro há ainda três provas regionais sul-africanas que serão apenas para mulheres. E, por fim, há ainda o registo para a ida do QS a Taiwan, onde os homens competem primeiro, mas com o estatuto QS3000, para depois competirem as mulheres num QS5000.

    Para já, são as mulheres que dominam o circuito de qualificação, com o circuito principal a estar tudo em igualdade. E se é verdade que ainda continuam a existir duas provas só para homens – Santa Cruz e Cloud 9 -, que até podem vir a ser mais caso existam adições ao calendário, o cenário agora é bem diferente do passado, com as mulheres a terem já seis provas exclusivas.

     

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