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  • Timothee Bisso, de empregado de mesa em Guadalupe à final do Santa Cruz Pro
    19 maio 2021
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  • Há três meses o surfista francês não sabia se conseguiria estar presente na perna portuguesa do WQS regional europeu.
  • Timothee Bisso é um dos muitos surfistas que dá forma à extensa tropa francesa que por estes dias tomou de assalto a costa portuguesa à procura do apuramento para a Challenger Series, via WQS regional europeu.

    Atualmente com 24 anos, Bisso já anda há alguns anos pelo duro circuito mundial de qualificação (WQS) da World Surf League (WSL) em busca do tão desejado bilhete para a elite do surf mundial.

    Porém, até agora ainda não foi bem-sucedido nesta missão. O seu melhor ano no WQS foi em 2019 onde terminou a época na 44ª posição, tendo igualmente conquistado as suas duas primeiras provas neste circuito. No caso, dois eventos com estatuto QS1500: o Senegal Pro e o Cabreiroá Las Americas Tenerife. 

    Porém, esta trajetória ascendente foi bruscamente travada em 2020. A causa é fácil de advinhar. A chegada da pandemia do novo coronavírus originou uma paralisação nos campeonatos internacionais de surf, sendo que no caso WQS esta paragem foi superior a um ano (!).

    Só agora em maio de 2021 é que os surfistas europeus voltaram a competir no WQS e já com este tendo sido alvo de uma profunda reestruturação em relação aquilo que eram as regras do jogo quando todos começaram a competir em 2020, então no mundo pré-pandemia.

    Muita coisa mudou, surfistas viram as suas fontes de rendimentos afectadas e agora quando foram confrontados com a boa-nova da retoma da competição já não exibiam a mesma disponibilidade financeira para estarem presentes.

    É o caso de Timothee Bisso. Como tal, este surfista originário da província ultramarina francesa da Guadalupe teve de deitar mãos à obra para estar na perna portuguesa do WQS regional europeu.

    "Há três meses através estava a trabalhar como empregado de mesa em Guadalupe, tentando juntar algum dinheiro para o regresso à competição. Por isso, é muito especial voltar a competir", disse o goofy.

    E foi com esse dinheiro no bolso que o surfista, que trabalha com o emblemático José Seabra, aterrou em Portugal e entrou pela porta grande no Santa Cruz Pro. Com um surf bem afiado na região Oeste, metendo notas na casa da excelência pelo meio, Bisso só viu a sua imperial marcha travada na final e pelo implacável Vasco Ribeiro.

    Sem dúvida, uma entrada auspiciosa neste ano de 2021 e que para já deixa Timothee Bisso bem posicionado para alcançar a Challenger Series. Porém, ciente das dificuldades que tem encontrado dentro e fora de água nesta jornada, o gaulês sabe que está ainda longe de poder baixar a guarda.

    Durante esta semana, nas ondas da Caparica, é altura de voltar à carga e mostrar que é um dos surfistas europeus em melhor forma por estas semanas.

     

     

     

     

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