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  • Sete nomes que marcaram a primeira metade da temporada do CT
    26 maio 2021
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  • Uns nomes dominaram, outros desiludiram. Muitos foram os que ajudaram ao regresso em grande do espetáculo.
  • Terminado que está o Rip Curl Rottnest Search a luta pelo top 5 mundial está cada vez mais emotiva. A etapa que se disputou na desconhecida ilha do oeste australiano e que marcou o fim da perna australiana foi a paragem central de um circuito que apresenta nove destinos para apurar os surfistas que vão à finalíssima em Trestles. A partir daqui restam quatro oportunidades para definir essa elite que vai lutar pelo título mundial.

    É já em junho que a começa a segunda metade da temporada, com a prova do Surf Ranch, seguindo-se as sempre muito aguardadas etapas do Pacífico, este ano com a novidade de Barra de La Cruz. Mas, por enquanto, é hora de analisar o que já foi disputado até ao momento. Uns nomes dominaram, outros desiludiram. Muitos foram os que ajudaram ao regresso em grande do espetáculo. Eis sete nomes que marcaram a primeira metade da temporada.

    Carissa Moore – Apesar de a vantagem do líder masculino para o segundo classificado ser já maior que no feminino, a verdade é que a campeã mundial em título tem sido A surfista da temporada. Mesmo que ainda só tenha vencido em Newcastle, neste momento a “crise” de resultados da havaiana passa por estar há três etapas sem conseguir chegar à final, mas indo sempre às meias-finais. Queriam muitos apresentar esse registo. Tem sido ainda mais dominadora em termos de performance e, tal como já dissemos mais que uma vez, só não pode encomendar já o título, porque a nova etapa final veio baralhar o sentido lógico do circuito. Ainda estamos longe de conhecer alguém que a contrarie de forma regular na presente temporada.

    Gabriel Medina – Tal como Carissa, Medina tem sido o surfista em evidência no lado masculino. Saiu da Austrália com dois triunfos e uma final perdida. A isso, junta mais uma final em Pipe. Tudo somado dá o melhor arranque de temporada da carreira. E todos sabemos que o ponto forte do brasileiro são as retas finais. Pelo meio tem apenas um deslize, que lhe rendeu um 9.º lugar em Margaret River. Algo que para mais de metade dos surfistas do Tour já é um bom resultado. Para ele vai ser um descarte… O foco apresentado tem sido determinante para dominar a concorrência, parecendo em certos momentos completamente intransponível. É um Medina renovado, certamente picado pela ascensão meteórica do compatriota Italo Ferreira.

    Italo Ferreira – Se destacámos Carissa como a surfista mais dominadora da temporada é muito por culpa do que Italo conseguiu fazer no arranque de temporada, mostrando uma tendência bicéfala no circuito masculino. É certo que nas últimas etapas tem perdido terreno para Medina, mas em Newcastle colocou-se num patamar à parte. É o único que ainda vai fazendo sombra a Medina, pois Jordy Smith, número 3 mundial, já leva uma desvantagem superior a 16 mil pontos. Está aqui o segundo surfista a já ter praticamente garantida a ida a Trestles, pelo que a luta nas próximas quatro etapas será a de quem chegará à grande decisão com melhor posição de seeding, o que significa fazer menos heats.

    Morgan Cibilic – É a grande surpresa da temporada. Quando todos olhavam para Jack Robinson como o rookie prestes a explodir, eis que surgiu o quase anónimo Morgan Cibilic a dar sérias cartas em toda a perna australiana, salvando a honra do convento. Depois de uma qualificação in extremis para 2019, o jovem de Newcastle tem sabido adaptar-se à elite mundial como poucos e promete continuar a fazer estragos ao longo da temporada. Sem complexos e sem rodeias, Cibilic está no 5.º posto após cinco etapas e muito perto do top 3. Poder ser ele a surpresa em Trestles, mas mesmo que isso não aconteça já ninguém lhe tira o título de surpresa da temporada. E provavelmente também já ninguém lhe rouba o de rookie do ano…

    Sally Fitzgibbons – Num circuito de um nome só, surgir no segundo posto do ranking confere alguma regularidade. Aquela que tem faltado à grande maioria das candidatas. Numa altura da carreira em que poucos acreditam que ainda consiga chegar ao tão aguardado título mundial, eis que Sally acaba de vencer a última etapa, sendo essa a única vitória aussie em toda a perna australiana. Aproveitou como poucos a pandemia para evoluir os seus recursos técnicos e, quem sabe, se não é uma surfista a quem o novo formato assente que nem uma luva. Na luta entre todas as outras surfistas que não Carissa é ela líder, embora ainda seja muito precoce perceber que mais surfistas se vão juntar à havaiana na etapa final. Para já, Sally sai da Austrália com sinal mais.

    Stephanie Gilmore – É certo que se tudo terminasse agora, Steph iria qualificar-se para Trestles, mas não é menos verdade que tem sido a grande desilusão da temporada. Depois de ter quebrado o enguiço em Margaret, chegando à final, acabou por fazer o pior resultado da temporada em Rottnest Island. E só surge no 5.º posto porque o circuito feminino, à parte de Carissa, tem sido marcado por uma irregularidade tremenda. Falta a chama de outros tempos a Gilmore e, a continuar assim, é muito provável que seja superada por outras surfistas na luta pelo top 5 final. Algo que não deixaria de ser uma enorme surpresa.

    Owen Wright – Não por nada em especial, mas por ser o pior classificado entre a turma aussie e também entre os mais experientes do Tour, com exceção de Jordy, que é o único trintão no top 10 mundial. A ele podem juntar-se nomes como Michel Bourez, Jeremy Flores, Adriano de Souza ou Julian Wilson, que só na última etapa é que despertou. Mais do que os maus resultados, são as pálidas performances. Owen e companhia parecem claramente afetados e desanimados com o domínio brasileiro. E, pior que isso, é já poucos acreditarem que, sem ser em tubos, esta turma mais velha ainda tenha argumentos para inverter o rumo das situações. Mais do que estarem longe de lutar pelo top 5 mundial, alguns deles terão dificuldade sequer em garantir o top 22 e a continuidade no Tour. Que o diga Owen Wright, atual número 25 do ranking e um dos que mais deve estar a rezar pela chegada dos tubos do México e Taiti.

     

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